Eleições na Geórgia definem controle do Senado norte-americano

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Publicado terça-feira, 5 de janeiro de 2021 as 12:42, por: CdB

O segundo turno ocorre porque nenhum dos candidatos ao Senado alcançou mais de 50% dos votos na eleição de novembro. As regras eleitorais no estado da Geórgia estabelecem que o candidato deve ultrapassar essa margem para ser eleito.

Por Redação, com ABr – de Washington

Eleitores da Geórgia definiram nesta terça-feira, em segundo turno, duas vagas que faltam ser preenchidas no Senado norte-americano. Enfrentam-se dois candidatos democratas e dois republicanos, sendo que o Partido Democrata não elege senadores na Geórgia há 20 anos. Já o Partido Republicano precisa garantir a eleição de ao menos um senador para assegurar a maioria no Senado.

Dois candidatos republicanos e dois democratas disputam as vagas
Dois candidatos republicanos e dois democratas disputam as vagas

O segundo turno ocorre porque nenhum dos candidatos ao Senado alcançou mais de 50% dos votos na eleição de novembro. As regras eleitorais no estado da Geórgia estabelecem que o candidato deve ultrapassar essa margem para ser eleito.

Pelo Partido Democrata concorrem Jon Ossof e Raphael Warnock. Pelo partido Republicano disputam as vagas Kelly Loeffler e David Perdue.

Os republicanos partem para esta corrida com alguma vantagem simbólica, uma vez que precisam apenas garantir a eleição de um senador para assegurar a maioria no Senado. Para além disso, o estado da Geórgia é tendencialmente republicano e há 20 anos não elege nenhum candidato democrata para o cargo de senador.

Já os democratas precisam vencer os dois lugares em jogo para ter maioria do Senado. Se os democratas vencerem, o partido passa a controlar as duas câmaras do Congresso, além da Casa Branca, com Joe Biden, eleito na disputa presidencial de novembro.

A votação na Geórgia ocorre nesta terça-feira a partir das 7h (9h em Brasília) e termina às 19h (21h em Brasília).

Republicanos

Até agora, antes do resultado das eleições desta terça-feira, os republicanos contam com 52 das 100 vagas do Senado. Se dois destes lugares forem conquistados pelo Partido Democrata, ambos os partidos ficam empatados com 50 senadores, mas os democratas conseguem a maioria com o voto de minerva da vice-presidente eleita Kamala Harris – uma vez que, segundo a legislação norte-americana, o vice-presidente do país preside o Senado.

O controle no Senado deixaria à futura administração democrata mais margem de manobra para a aprovação de legislação em questões centrais como saúde e meio ambiente, que têm geralmente forte oposição dos republicanos. Para além disso, o controle do Senado seria decisivo na aprovação dos políticos e dos cargos judiciais designados por Joe Biden.