Eleitores são convidados a ajudar na fiscalização das urnas eletrônicas

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Publicado quarta-feira, 8 de agosto de 2018 as 15:09, por: CdB

Os dados encaminhados ao site da instituição serão comparados aos números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

A Organização Não Governamental (ONG) Você Fiscal lançou, nesta quarta-feira, uma campanha para que os eleitores fotografem os boletins de urna fixados nas zonas eleitorais, por todo o país, tão logo encerrado o período de votação, às 17 horas. O objetivo é ampliar a fiscalização das urnas eletrônicas que, segundo a ONG, “não são inteiramente seguras”.

Os eleitores brasileiros são chamados a ajudar na fiscalização das urnas eletrônicas

Os dados encaminhados ao site da instituição serão comparados aos números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

— Nosso objetivo não é competir com o TSE, mas fornecer um resultado cuidadoso, analisável e confiável das informações que recebermos — afirma o especialista em segurança digital e professor do Instituto de Computação da Unicamp, Diego Aranha, idealizador do projeto.

As fotos dos relatórios podem ser enviadas tanto por e-mail quanto por meio do aplicativo desenvolvido pelo projeto, que roda no sistema operacional Android. Informações sobre como enviar fotos e baixar o aplicativo podem ser obtidas no site do projeto.

Seguro e inviolável

A contagem paralela de votos, segundo Aranha, será divulgado antes do segundo turno das eleições. De acordo com o pesquisador, a maior participação dos eleitores no projeto promoverá maior transparência nas eleições.

Aranha, em um vídeo promocional, lembra que, em 2012, foi convidado a participar de uma equipe de especialistas para realizar testes nas urnas do TSE. Em questão de minutos, foi observado que havia vulnerabilidades no sigilo do voto e na totalização dos resultados. Entre as principais críticas do especialista estavam a falta, por exemplo, de um recibo para o eleitor, dizendo em quem ele votou.

Este ano, não houve por parte do TSE a aferição das urnas eletrônicas, a exemplo de 2012. O Tribunal garante que o atual sistema é “seguro e inviolável”.

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