Elétricas colocam ações à venda para fazer caixa

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Publicado quinta-feira, 7 de janeiro de 2021 as 13:53, por: CdB

Se considerado o valor de fechamento das ações da Light na quarta-feira, de R$ 23,48, a oferta poderia movimentar um total de cerca de R$ 3,2 bilhões para o patrimônio financeiro da companhia.

Por Redação, com Reuters – do Rio de Janeiro e São Paulo

A Light, companhia de eletricidade com atuação no Estado do Rio de Janeiro, anunciou nesta quinta-feira que seu conselho de administração aprovou a realização de uma oferta pública de ações primária e secundária que envolverá um total de 137,24 milhões de ações ordinárias.

Para o gerente da Light, qualquer contato com a rede elétrica pode ser fatal para os foliõesl
A Light é uma das principais fornecedoras de energia para o Estado do Rio

Em paralelo, a estatal mineira Cemig , que detém 22,6% de participação na Light, disse que venderá 68,62 milhões de papéis da empresa em meio à oferta. Com o movimento, ela deixaria de ser acionista da elétrica fluminense, da qual já foi controladora.

As informações das empresas, em comunicados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), confirmam notícia publicada pela agência inglesa de notícias Reuters na véspera, com informações de fontes, segundo a qual a Light preparava uma oferta de ações de mais de R$ 3 bilhões, na qual a Cemig aproveitaria para vender seus papéis.

Se considerado o valor de fechamento das ações da Light na quarta-feira, de R$ 23,48, a oferta poderia movimentar um total de cerca de R$ 3,2 bilhões para o patrimônio financeiro da companhia. E a venda da fatia da Cemig renderia cerca de R$ 1,6 bilhão ao caixa da empresa de energia controlada pelo governo de Minas Gerais.

A Light, por sua vez, disse que a oferta será realizada no Brasil, sob coordenação dos bancos Itaú BBA, BTG Pactual, Santander Brasil, Citi e XP Investimentos. A fixação do preço por ação para a oferta está prevista para 19 de janeiro, segundo cronograma estimado divulgado pela Light.

Desinvestimento

As ações devem começar a ser negociadas no Novo Mercado da bolsa B3 em 21 de janeiro.

A Light disse que os recursos provenientes da oferta serão destinados “para fortalecimento e otimização de sua estrutura de capital, reduzindo assim o seu nível de endividamento e melhorando sua posição de caixa”.

Já a Cemig afirmou que a venda de suas ações na Light por meio da oferta secundária “se insere no contexto da execução do Programa de Desinvestimentos” da companhia.