Empresa dos Emirados Árabes não vê evidência de problemas com a segurança em tecnologia 5G da Huawei

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Publicado segunda-feira, 7 de outubro de 2019 as 14:13, por: CdB

Os EUA vêm alertando os aliados contra o uso dos equipamentos da empresa chinesa, que diz que apresenta um risco à segurança.

Por Redação, com Reuters – de Dubai/Washington

A empresa de telecomunicações dos Emirados Árabes Unidos (EAU) não viu evidências de problemas com a segurança da tecnologia 5G da Huawei, disse o vice-presidente de tecnologia da empresa, Saleem Albalooshi, à agência inglesa de notícias Reuters no domingo.

Empresa dos Emirados Árabes não vê evidência de 'brecha de segurança' em tecnologia 5G da Huawei
Empresa dos Emirados Árabes não vê evidência de ‘brecha de segurança’ em tecnologia 5G da Huawei

– A Huawei é nossa parceira na implantação de nossa rede 5G … Do ponto de vista de segurança … temos nossos próprios laboratórios nos Emirados Árabes Unidos e visitamos os laboratórios deles … não vimos nenhuma evidência de que haja falhas de segurança especificamente no 5G  – disse Albalooshi.

Os EUA vêm alertando os aliados contra o uso dos equipamentos da empresa chinesa, que diz que apresenta um risco à segurança.

A Huawei negou repetidamente as alegações dos EUA, que foram levantadas no início deste mês durante uma visita do presidente da Comissão Federal de Comunicações, Ajit Pai, à Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, que usam equipamentos da Huawei.

Quando perguntado sobre a ameaça dos EUA de impedir o compartilhamento de informações de inteligência com países que usam equipamentos da Huawei, Alabooshi disse que é uma preocupação.

– É claro que isso é, definitivamente, uma preocupação. Mas isso é uma decisão do governo. Seguimos as linhas do nosso governo e somos governados pelo órgão regulador – afirmou.

Hackers iranianos

Um grupo de hackers que parece estar vinculado ao governo iraniano realizou ataques contra a campanha presidencial nos EUA, informou a Microsoft na última sexta-feira.

A Microsoft viu uma atividade cibernética significativa do grupo, que também teve como alvo funcionários atuais e antigos do governo norte-americano, além de jornalistas que cobrem política global e iranianos proeminentes que vivem fora do Irã, afirmou a empresa.

Num período de 30 dias entre agosto e setembro, o grupo, apelidado de “Phosphorous” pela empresa, fez mais de 2.700 tentativas de identificar contas de email de usuários de clientes específicos e depois atacou 241 dessas contas.

“Quatro contas foram comprometidas como resultado dessas tentativas; essas quatro contas não estavam associadas à campanha presidencial dos EUA ou a funcionários atuais e antigos do governo dos EUA”, afirmou a empresa. “A Microsoft notificou os clientes ligados às investigações e ameaças e trabalhou conforme solicitado com aqueles cujas contas foram comprometidas”.

A Microsoft não identificou a campanha eleitoral cuja rede era alvo dos hackers. Dezenove democratas estão buscando a indicação de seu partido para concorrer contra o presidente republicano Donald Trump nas eleições de novembro de 2020.

O governo iraniano não fez nenhum comentário imediato por meio da mídia estatal sobre a declaração da Microsoft.

Facebook

O diretor do FBI Christopher Wray disse que a proposta do Facebook de criptografar seu serviço de mensagens transformaria a plataforma em realidade o sonho de predadores e consumidores de pornografia infantil.

Wray, dirigindo-se a uma multidão de autoridades policiais e de proteção à criança no Departamento de Justiça em Washington, disse que o plano do Facebook produziria “um espaço sem lei criado não pelo povo americano ou seus representantes, mas pelos proprietários de uma grande empresa.”

O Facebook pretende adicionar criptografia em vastas áreas de comunicação em sua plataforma.

Seu discurso, que aconteceu antes de um pronunciamento sobre o mesmo tópico do procurador-geral William Barr, aumenta a pressão no Facebook, conforme os EUA e os governos aliados renovam seu esforço para enfraquecer as proteções digitais em torno das mensagens que bilhões de pessoas trocam todos os dias.

A segunda autoridade mais importante do Departamento de Justiça estimou que as informações dadas às autoridades sobre possíveis explorações de crianças podem cair em até 70% se o Facebook criptografar seu serviço de mensagens.

O Facebook relatou que recebeu 16 milhões de informações sobre exploração infantil no ano passado, disse o vice-procurador-geral Jeffrey Rosen. Por outro lado, a Apple, que já usa criptografia de ponta a ponta em seu messenger, relatou 43 informações recebidas no ano passado.

– Devemos assumir que a Apple magicamente administrou plataformas livres de exploração infantil? Rosen perguntou. “Ou será que as empresas com criptografia de ponta a ponta não conseguem ver atividades ilícitas prejudiciais que estavam ocorrendo nessas plataformas e optam por olhar para outro lado implantando a criptografia?”

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