Empresários e consumidores confiam cada vez menos na economia

Arquivado em: Comércio, Indústria, Negócios, Serviços, Últimas Notícias
Publicado segunda-feira, 14 de dezembro de 2020 as 16:04, por: CdB

Conforme o estudo, na comparação com o resultado final de novembro, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) cairia 1,7 ponto e passaria, para 93,9 pontos. Já o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) teria queda de 4,1 pontos, e alcançaria 77,6 pontos.

Por Redação – de São Paulo

A confiança empresarial e dos consumidores, em dezembro, recuou pelo terceiro mês consecutivo. É o que aponta a prévia extraordinária das sondagens do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), com base em dados coletados até o dia 11 deste mês.

O IBC-Br teve queda de 0,73% e, no acumulado em 12 meses, houve alta de 0,87%, segundo números observados
O IBC-Br funciona como uma espécie de visão antecipada do PIB brasileiro

Conforme o estudo, na comparação com o resultado final de novembro, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) cairia 1,7 ponto e passaria, para 93,9 pontos. Já o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) teria queda de 4,1 pontos, e alcançaria 77,6 pontos. Segundo a FGV, esse número é o menor valor desde junho de 2020.

Para a coordenadora das sondagens da FGV/Ibre, Viviane Seda Bittencourt, os resultados prévios das sondagens de dezembro, que sinalizam a continuidade da tendência de queda da confiança de empresas e consumidores, tem relação, entre outros fatores, com a segunda onda da covid-19 e o fim dos benefícios emergenciais.

— A mudança de humor é influenciada pela piora de expectativas diante do maior risco de uma segunda onda de contaminação, o iminente fim dos benefícios emergenciais e as dificuldades do mercado de trabalho — disse.

Inflação

Viviane Seda Bittencourt destacou, ainda, o receio com o aumento da inflação.

— Entre consumidores de renda mais baixa, há ainda preocupação com a aceleração da inflação. As notícias promissoras no campo da imunização são ainda insuficientes para garantir uma data certa para o fim da crise, o que faz com que empresários e consumidores se mantenham receosos em relação ao que os espera no início de 2021 — completou.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

code