Empresas internacionais avançam no Brasil após leilão de energia

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Publicado segunda-feira, 21 de outubro de 2019 as 13:59, por: CdB

O leilão na sexta-feira fechou a compra de energia junto a empreendimentos que somarão capacidade total de 2,9 gigawatts e deverão demandar investimentos de cerca de US$ 11 bilhões.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

Empresas como a chinesa CGNEI, a norueguesa Statkraft, a francesa EDF e a Golar Power, associação entre a norueguesa Golar LNG e um fundo, avançaram em sua estratégia no Brasil ao conquistar na sexta-feira contratos para venda de energia no leilão A-6, promovido pelo governo para atender à demanda futura de distribuidoras de eletricidade locais.

A norueguesa Statkraft disse que vendeu no certame a produção futura de 375,6 megawatts das usinas eólicas Ventos de Santa Eugênia e Serra da Mangabeira, na Bahia
A norueguesa Statkraft disse que vendeu no certame a produção futura de 375,6 megawatts das usinas eólicas Ventos de Santa Eugênia e Serra da Mangabeira, na Bahia

Além dessas, destacaram-se na licitação outros grupos, como a Rio Energy, do fundo norte-americano Denham Capital, a paranaense Copel, a Eneva e as desenvolvedoras de projetos Casa dos Ventos e SER, segundo comunicados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), das empresas e análise da consultoria ePowerBay.

O leilão na sexta-feira fechou a compra de energia junto a empreendimentos que somarão capacidade total de 2,9 gigawatts e deverão demandar investimentos de cerca de US$ 11 bilhões. Pelos contratos fechados na licitação, de 20 a 30 anos de duração, as usinas precisarão iniciar operação a partir de 2025.

A Golar Power foi a principal vencedora em termos de volume, ao viabilizar a usina Novo Tempo Barcarena, no Pará, com 604,5 megawatts em capacidade. O projeto, em sociedade com a Evolution Power Plants (EPP), utilizará gás natural e deverá demandar 1,5 bilhão de reais, segundo a CCEE.

Já a norueguesa Statkraft disse que vendeu no certame a produção futura de 375,6 megawatts das usinas eólicas Ventos de Santa Eugênia e Serra da Mangabeira, na Bahia. Os projetos deverão demandar aportes de cerca de US$ 1,5 bilhão, de acordo com a consultoria ePowerBay.

Também destacou-se a Atlantic, empresa de energia renovável recentemente adquirida pelo grupo chinês CGNEI. A Atlantic, já sob controle da CGNEI, fechou contratos para parques eólicos na Bahia e no Piauí com 218,5 megawatts. Isso permitirá à companhia desenvolver 248 megawatts em projetos, escreveu em seu perfil no Linkedin o chefe de Operações da Atlantic, Gabriel Luaces.

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