Enquanto Bolsonaro faz palhaçada com o PIB, secretário do Tesouro perde o sono

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Publicado quinta-feira, 5 de março de 2020 as 15:53, por: CdB

O discurso de Mansueto ocorre no momento em que o secretário ressalta a importância de chegar a um consenso sobre o que o Brasil precisa fazer para ter um crescimento maior, por meio de um debate mais amplo e transparência nas ações do governo.

Por Redação – de Brasília

Um dia depois que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) distribuiu bananas aos jornalistas, sem responder sobre o fracasso econômico de sua gestão, o secretário do Tesouro, economista Mansueto Almeida afirmou, nesta quinta-feira, que não é normal um país em desenvolvimento como o Brasil crescer apenas 1% ao ano e que, neste cenário, ele mesmo não dorme tranquilo.

Secretário do Tesouro, Mansueto Almeida não compreende o motivo porque o país não retoma o crescimento
Secretário do Tesouro, Mansueto Almeida não compreende o motivo porque o país não retoma o crescimento

— Estamos em um país que ainda está passando por enorme dificuldade, eu não durmo tranquilo, estou muito preocupado, estamos ainda em país com crescimento muito baixo — disse Mansueto, durante encontro na Capital Federal.

O discurso de Mansueto ocorre no momento em que o secretário ressalta a importância de chegar a um consenso sobre o que o Brasil precisa fazer para ter um crescimento maior, por meio de um debate mais amplo e transparência nas ações do governo.

— Ninguém é obrigado a concordar com tudo que é feito, mas o bom debate político é sentar à mesa e discutir — disse Mansueto.

Investimento

Segundo afirmou, ninguém defende medidas como o aumento de impostos e da complexidade do sistema tributário, por exemplo.

Mansueto também citou o comentário feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre o PIB, quando ressaltou a importância da participação do Estado no desenvolvimento do país. Para ele, o que Maia quis dizer é que preciso criar espaço nas contas públicas para aumentar investimento público.

— Todo mundo quer ajuste fiscal para aumentar investimento público. Investimento público no Brasil é muito baixo — disse, após ressaltar o peso das mudanças nas legislações tributária e administrativa brasileiras.

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