Entenda como a diminuição do financiamento de imóveis usados impacta a venda dos novos

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Publicado quarta-feira, 30 de maio de 2018 as 21:55, por: CdB

A redução — antes o banco chegava a financiar 70%, dependendo da linha de crédito — afeta diretamente o setor dos imóveis novos, que podem ser financiados em até 80% de seu valor.

 

Publieditorial – de São Paulo

 

A maioria dos consumidores, em algum momento da vida, deseja conseguir comprar um imóvel para conseguir realizar o tão recorrente sonho da casa própria. Nesse caso, a opção que se mostra mais acessível é realizar um acordo com uma instituição financeira. Financiar imóvel com um credor é, atualmente, o caminho mais utilizado para se adquirir um bem imobiliário.

Há uma série de linhas de financiamento para imóveis
Há uma série de linhas de financiamento para imóveis

No entanto, um recente anúncio relacionado ao mercado imobiliário pode acabar mudando o panorama de financiamento de imóveis novos e usados. Desde o dia 25 de setembro do ano passado, a Caixa Econômica Federal — o credor com mais contratos de financiamento do país — financia até 50% do valor de um imóvel usado.

A redução — antes o banco chegava a financiar 70%, dependendo da linha de crédito — afeta diretamente o setor dos imóveis novos, que podem ser financiados em até 80% de seu valor. Confira o post abaixo e entenda como essa medida tomada pela Caixa pode afetar o mercado imobiliário!

Para quem chegou agora: saiba como
funciona um financiamento imobiliário

Não adianta explicar os fatores que podem alterar o mercado imobiliário sem explicar o funcionamento de um financiamento, não é mesmo? Essencialmente, financiar imóvel consiste em adquirir um bem imobiliário utilizando o crédito de outra instituição.

Ao se interessar pela compra de um imóvel, o consumidor vai atrás de instituições financeiras que trabalham com crédito para requisitar uma proposta de financiamento. Nessa etapa, é preciso ter os valores da casa ou apartamento desejado para poder realizar uma simulação — que dará os primeiros valores da operação, como os juros e até mesmo o valor da prestação.

Normalmente, as pessoas costumam realizar várias simulações em diferentes instituições financeiras para poderem escolher quem oferece os melhores valores. Tendo escolhido uma proposta, começa o processo de levantar a documentação exigida pelo credor. Comprovar a renda também é necessário para que o financiamento seja aprovado.

A partir do momento em que todos os documentos estão em ordem e o contrato já esteja gerado, o consumidor pode, finalmente, concretizar a compra do seu imóvel — assumindo, então, uma dívida que, normalmente, é quitada em até mais de uma década.

Entenda como as
taxas de juros são definidas

Ao financiar imóvel, o consumidor deve estar ciente de que, até o final do prazo estipulado por contrato, ele deverá pagar, todo mês, uma prestação. O valor dessa é composto, em sua maioria; por dois componentes: a amortização e os juros. Quanto ao primeiro, já sabemos que diz respeito ao valor emprestado pelo credor, mas o segundo causa dúvidas.

Para entender como os juros são determinados; recomenda-se que eles sejam entendidos como um produto do mercado financeiro. Sendo assim, é fato que a inflação da taxa Selic, por exemplo; influencia no seu valor. Independentemente da instituição financeira em questão. Além disso, os valores das taxas das empresas de crédito concorrentes também são levados em conta.

Caixa reduziu financiamento
de imóveis usados para 50%

Como dito anteriormente no início do post; desde o dia 25 de setembro do ano passado, a Caixa Econômica Federal restringiu o seu financiamento de imóveis usados para até 50% do valor do mesmo. Antes disso, tal modalidade chegava até a porcentagem dos 70%, dependendo da linha de crédito que fosse adotada.

Sendo a Caixa o principal financiador do mercado imobiliário brasileiro; já era de se esperar que tal decisão impactasse no ramo. Acontece que, se tratando de imóveis novos; os credores costumam financiar até 80% do valor total do imóvel — o que, naturalmente; diminui a necessidade do consumidor de levantar mais dinheiro para dar os outros 20% como entrada.

Nesse sentido, com tal medida imposta pela Caixa; é provável que, para vários consumidores, seja mais fácil adquirir um imóvel novo do que juntar dinheiro por anos para conseguir comprar um usado. Com o mercado imobiliário voltando a ganhar força; imagina-se que os próximos tempos sejam de alta entre os empreendimentos novos.

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