Ericsson sinaliza perdas com contratos de redes 5G na China

Arquivado em: Destaque do Dia, Internet, Tablet & Celulares, Tecnologia, Últimas Notícias
Publicado segunda-feira, 8 de junho de 2020 as 11:51, por: CdB

A Ericsson espera uma depreciação no segundo trimestre de cerca de 1 bilhão de coroas suecas (US$ 109 milhões) em estoques de produtos na China, informou a fabricante de equipamentos de telecomunicações nesta segunda-feira.

Por Redação, com Reuters – de Estocolmo/Pequim

A Ericsson espera uma depreciação no segundo trimestre de cerca de 1 bilhão de coroas suecas (US$ 109 milhões) em estoques de produtos na China, informou a fabricante de equipamentos de telecomunicações nesta segunda-feira.

A Ericsson espera uma depreciação no segundo trimestre de cerca de 1 bilhão de coroas suecas em estoques de produtos na China
A Ericsson espera uma depreciação no segundo trimestre de cerca de 1 bilhão de coroas suecas em estoques de produtos na China

A empresa, que ganhou contratos 5G de três grandes operadoras da China, disse esperar margens brutas negativas na China no trimestre, refletindo os altos custos iniciais dos novos produtos.

A Ericsson havia alertado em seus resultados do primeiro trimestre que uma parcela crescente de contratos estratégicos prejudicaria a lucratividade no segundo trimestre, principalmente devido às margens brutas negativas na China.

A baixa contábil da Ericsson

A baixa contábil da Ericsson provavelmente está associada a produtos gratuitos dados às empresas de telecomunicações chinesas e não é uma situação única e precisa ser levada em consideração nas estimativas de margem bruta, disseram analistas do JP Morgan em nota a clientes.

“Esse sempre foi um problema com os contratos da China, em nossa opinião, que causam problemas de margem bruta. Embora este anúncio não seja uma surpresa, os investidores desejam mais clareza sobre a extensão do impacto”, afirmou o banco de investimentos.

A Ericsson, que manteve metas financeiras para 2020 e 2022, disse que, embora a implantação de redes 5G na China afete os resultados no curto prazo, espera-se que ela tenha rentabilidade saudável ao longo da vida dos contratos.

Nokia

A Nokia está vendo um aumento em seus pedidos, com clientes de banda larga correndo para atualizar as redes para atender à maior demanda dos usuários durante a pandemia de covid-19, disse uma executiva da empresa.

Muitos clientes planejavam aumentar sua rede em 30% a 40% nos próximos anos, assumindo um crescimento semelhante no tráfego, mas a pandemia causou essa alta na demanda quase imediatamente, disse Sandy Motley, presidente de redes fixas da Nokia, à agência inglesa de notícias Reuters.

Os clientes

– Os clientes precisarão acelerar o crescimento planejado para o futuro e já temos clientes conversando conosco sobre isso – disse ela, acrescentando que os pedidos de redes fixas aumentaram 22% no primeiro trimestre.

A Nokia impulsionou seus negócios de redes de telefonia fixa com a compra da Alcatel-Lucent em 2016, em um acordo de 15,6 bilhões de euros (US$ 17 bilhões). A receita da unidade caiu 18% no primeiro trimestre na comparação anual e 5% entre 2018 e 2019, mas Motley disse que o declínio foi devido ao ciclo do negócio.

– Vimos algumas atualizações de nossos clientes … mas achamos que grande parte do crescimento será mais a médio e longo prazo – disse Motley.

A banda larga fixa transporta cerca de 90% de todo o tráfego da Internet na Europa, de acordo com um relatório da empresa de pesquisa Analysys Mason.

Didi Chuxing

A Didi Chuxing, maior empresa de mobilidade urbana da China e apoiada pelo SoftBank, viu uma recuperação no número de corridas na China este mês, em relação aos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, afirmou seu fundador e presidente-executivo, Cheng Wei.

O pico de corridas diárias da Didi ultrapassou os 30 milhões, disse Cheng em um comunicado no sábado, acrescentando que o negócio de compartilhamento de bicicletas da empresa, Didi Bike, viu seus números diários chegando a 10 milhões.

A recuperação ocorre quando a maior parte da China foi reaberta para os negócios após a epidemia de coronavírus. O país, onde o coronavírus surgiu no final do ano passado, sofreu uma queda acentuada nos casos desde março.

A Didi, que opera em oito países, Japão, Austrália e seis países da América Latina, incluindo o Brasil, possui mais de 10 mil funcionários, incluindo dois mil no exterior, disse Cheng.

Em abril, Cheng disse que a empresa queria atingir 100 milhões de corridas por dia e acumular 800 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo até 2022.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *