Escolas de samba ajudam na produção de capotes descartáveis

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Publicado segunda-feira, 6 de abril de 2020 as 13:11, por: CdB

A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que fez parceria com as escolas de samba Unidos de Padre Miguel e Vila Isabel para a confecção de capotes descartáveis a profissionais de saúde da rede municipal.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que fez parceria com as escolas de samba Unidos de Padre Miguel e Vila Isabel para a confecção de capotes descartáveis a profissionais de saúde da rede municipal. Os capotes são parte dos equipamentos de proteção individual (EPI) indispensáveis para médicos e enfermeiros que estão na linha de frente de combate ao novo coronavírus (Covid-19).

Costureiras de escolas de samba ajudam na confecção de capotes descartáveis para profissionais de saúde
Costureiras de escolas de samba ajudam na confecção de capotes descartáveis para profissionais de saúde

Segundo a prefeitura, apenas no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, na zona norte do Rio, referência para tratamento da Covid-19, chegam a ser utilizados por dia 2 mil desses capotes. Por ser um material descartável, é necessária a reposição constante dos estoques.

A RioSaúde, empresa pública municipal que coordena a ação, fornecerá a matéria-prima, além de máscaras e álcool em gel para que as costureiras das escolas de samba façam a proteção e higienização das mãos antes de manusear o tecido.

“Diante da dificuldade de conseguir a quantidade necessária de capotes no mercado, nos reinventamos em busca de soluções e encontramos acolhida já em duas escolas de samba, a quem muito agradecemos por entrar conosco nessa empreitada”, disse, em nota, o presidente da RioSaúde, Marcelo Roseira, acrescentando que espera ampliar o leque de ateliês de escolas de samba nesse apoio.

Produção

A Unidos de Padre Miguel recebeu no sábado 18 rolos do tecido específico, descrito nas normas técnicas (TNT de gramatura 30), num total de cerca de 2 mil metros. Segundo o presidente da escola de samba, Lenílson Leal, como as costureiras são da própria comunidade, elas começaram a produção nesse domingo. Ele informou que a RioSaúde recebeu nesta segunda-feira a primeira remessa de capotes para distribuição em suas unidades.

– Estamos colocando nosso principal ateliê à disposição, com seis a sete costureiras trabalhando. Elas já viram que o modelo é simples de fazer, então vamos conseguir costurar uma boa quantidade. Temos máquina industrial, poderemos cortar até 100 moldes por vez – disse Leal.

De acordo com a diretora executiva assistencial da RioSaúde, Eneida Reis, a Unidos de Vila Isabel recebeu nesta segunda-feira o tecido para a confecção dos capotes. O presidente da Vila, Fernando Fernandes, disse que seis costureiras da escola vão produzir o material.

Máscaras

Em Niterói, a atual campeã do carnaval Unidos do Viradouro começou a produção de máscaras para serem distribuídas na quadra da escola, inicialmente aos componentes da comunidade que desfilaram este ano, sobretudo os idosos, como os integrantes da Velha Guarda e da Ala das Baianas. Nessa primeira fase de produção, estão sendo confeccionadas cinco mil unidades.

Segundo Dudu Falcão, diretor de carnaval da agremiação, após embaladas, as máscaras serão levadas para a quadra da escola, no bairro do Barreto, onde serão distribuídas. “A ideia da escola é continuar produzindo para atender ao maior número de pessoas possível. A data e horário de distribuição serão divulgados através das redes sociais da Viradouro”.

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