Escolha de ministro deixa sequela entre os evangélicos

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Publicado quinta-feira, 29 de novembro de 2018 as 16:27, por: CdB

Malta, que não conseguiu se reeleger para o Senado, era tratado como “vice dos sonhos” de Bolsonaro durante a pré-campanha, mas foi preterido na hora da escolha dos ministros. Anteriormente, ele havia se adiantado e dito a jornalistas que estaria no primeiro escalão.

Por Redação – de Brasília

A escolha de ministros para o governo que se inicia no ano que vem deixa sequelas entre os principais apoiadores do capitão reformado Jair Bolsonaro (PSL). A escolha do deputado Osmar Terra (MDB-RS) para o Ministério da Cidadania e Ação Social, na véspera, desagradou o pastor Silas Malafaia, que esperava seu aliado, o senador Magno Malta (PR-ES) no cargo.

Malafaia teceu críticas aos critérios de escolha do presidente eleito, Jair Bolsonaro
Malafaia teceu críticas aos critérios de escolha do presidente eleito, Jair Bolsonaro

— A única pessoa que pode responder por que o Magno não foi confirmado é o próprio presidente. Para mim, Bolsonaro disse três vezes que estava pensando em colocar o Magno no Ministério da Cidadania. Apoio integralmente o Bolsonaro, mas não vou concordar 100% com as ações dele. A unanimidade é burra — disse o pastor evangélico, a jornalistas.

Malta, que não conseguiu se reeleger para o Senado, era tratado como “vice dos sonhos” de Bolsonaro durante a pré-campanha, mas foi preterido na hora da escolha dos ministros. Anteriormente, ele havia se adiantado e dito a jornalistas que estaria no primeiro escalão.

— Não faço parte do núcleo político de Bolsonaro. Não sei como algumas coisas funcionam. Mas não concordo que Ana Amélia, vice de Alckmin, que sempre criticou Bolsonaro, que só declarou apoio no segundo turno, tenha espaço. Malta não, perdeu a eleição porque fez campanha para Bolsonaro — acrescentou.

Magoado

Dizendo-se “magoado e machucado” após ser preterido no primeiro escalão do governo, Malta se queixou aos repórteres.

— Eu tenho certeza que participei de uma luta grandiosa para libertar o Brasil do viés ideológico. Meu ideal era mudar a política no país e foi a vitória mais importante. Quem escolhe o ministério é o presidente, que tem meu apoio e desejo boa sorte para o ministro Osmar Terra e para o novo governo. Deus acima de todos — concluiu.

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