Espanha suspende proibição a voos da Itália, mas turismo ainda é inviável

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Publicado terça-feira, 19 de maio de 2020 as 11:57, por: CdB

A Espanha suspendeu nesta terça-feira uma proibição a voos e navios vindos diretamente da Itália que vigorava desde 11 de março para deter o coronavírus, mas as restrições ao turismo e as quarentenas de 14 dias para viajantes do exterior continuam em vigor.

Por Redação, com Reuters – de Madri

A Espanha suspendeu nesta terça-feira uma proibição a voos e navios vindos diretamente da Itália que vigorava desde 11 de março para deter o coronavírus, mas as restrições ao turismo e as quarentenas de 14 dias para viajantes do exterior continuam em vigor.

Homem usando máscara de proteção em Madri
Homem usando máscara de proteção em Madri

Uma taxa de mortalidade muito reduzida da covid-19 incentivou a Espanha a começar a relaxar um dos isolamentos mais rígidos da Europa, mas a economia dependente do turismo provavelmente terá que esperar até o final de junho para voltar a receber turistas.

Estado de emergência

O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, pedirá ao Parlamento que prorrogue até esta data o estado de emergência, que ajudou a limitar as infecções, mas também criou restrições inéditas nas fronteiras e na circulação, provocando grandes estragos econômicos.

A rádio Cadena Ser noticiou que o gabinete aproveitará uma reunião desta terça-feira para debate uma prorrogação até 27 de junho. A porta-voz do governo não respondeu a um pedido de comentário.

Pandemia

No auge do surto, a Espanha estava perdendo centenas de cidadãos por dia, e hospitais e casas de repouso sobrecarregadas passavam apuros para cuidar dos pacientes.

Mas o número de mortos registrados entre domingo e segunda-feira foi de 59, o menor em dois meses, elevando o total conhecido para 27.709.

Estados Unidos, Reino Unido, Itália e França relataram mais mortes do que a Espanha.

Fronteiras ao turismo

Dependente do turismo, a Espanha espera reabrir suas fronteiras a visitantes perto do final de junho, já que está saindo do isolamento do coronavírus, disse um ministro na segunda-feira, um impulso muito necessário para o setor de viagens devastado.

Na semana passada, Madri surpreendeu seus parceiros da União Europeia ao impor uma quarentena de duas semanas a todos os viajantes do exterior e manter o fechamento das fronteiras, dizendo serem medidas necessárias para evitar importar uma segunda onda da covid-19.

Mas a medida foi concebida para ser temporária, e o ministro dos Transportes, José Luis Ábalos, disse que ela será suspensa gradualmente ao mesmo tempo em que as viagens serão permitidas dentro da Espanha, cujas regiões estão amenizando as restrições em fases diferentes

– Não podemos permitir que estrangeiros viajem enquanto a população espanhola está confinada – disse ele à emissora TVE.

– A partir do final de junho, começaremos a atividade turística, espero… precisamos tornar a Espanha um país atraente do ponto de vista da saúde.

O turismo responde por mais de 12% da produção econômica da Espanha. Mesmo com uma reabertura das fronteiras no final de junho, os rendimentos da indústria cairão entre 93 bilhões e 124 bilhões de euros, estimou o grupo Exceltur em um relatório no mês passado.

Uma das nações mais atingidas, com 27.650 mortes e 231.350 infecções, a Espanha está relaxando lentamente um isolamento rigoroso que vigora desde meados de março e que impediu as pessoas de saírem até para se exercitar durante semanas.

Restaurantes e bares estão reabrindo gradualmente, mas seus funcionários sabem que a clientela será escassa.

Na cidade mediterrânea de Valência, a gerente de restaurante Cristina Gonzalo e sua equipe começaram a preparar cedo seu bar à beira-mar. Um garçom media minuciosamente o espaço entre as mesas para ter certeza de que ele se ajusta às exigências de distanciamento social.

Gonzalo disse que teve dúvidas sobre a reabertura, mas que ficou contente de estar ajudando os funcionários, que estavam de licença por causa do programa de dispensas temporárias do governo.

Serviços de saúde

A epidemia sobrecarregou os serviços de saúde e golpeou a economia, que pode encolher entre 9,5% e 12,4% neste ano, seguida por uma recuperação de 6,1% a 8,5% em 2021, disse o presidente do Banco da Espanha, Pablo Hernández de Cos.

O desemprego aumentou acentuadamente em março e abril, elevando ao recorde de 5,2 milhões o número de pessoas dependentes de seguro-desemprego.

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