Especialista alerta sobre consequências do vício em pornô

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Publicado quinta-feira, 7 de junho de 2018 as 15:47, por: CdB

Segundo estudo de especialistas tchecos, os homens que estão em relacionamentos permanentes fazem sexo com a mesma frequência que praticam masturbação

Por Redação, com Sputnik – de Mosocu:

Médicos de um hospital na cidade tcheca de Brno relataram cada vez mais pacientes que têm problemas com ereção: homens são sexualmente aptos a se masturbarem ao assistir pornô, mas possuem dificuldades ao se relacionarem com mulheres reais. À agência russa de notícias Sputnik falou com o especialista em sexo sobre pornografia e sua influência no relacionamento.

Segundo o especialista, o pornô em si não representa mal a ninguém, mas em grande quantidade pode causar problemas

Segundo estudo de especialistas tchecos, os homens que estão em relacionamentos permanentes fazem sexo com a mesma frequência que praticam masturbação.

Neste contexto, médicos tchecos de Brno afirmam que o número de homens com disfunção sexual aumentou significativamente nos últimos anos devido à pornografia.

Comportamento sexual

À Sputnik discutiu o tema com o sexologista e psiquiatra russo, Yevgeny Kulgavchuk, que comentou como o pornô afeta o comportamento sexual dos homens.

– Ao ver pornô, alguns homens desenvolvem complexos sexuais — desde duração do ato sexual até tamanho do pênis e frequência de orgasmos femininos. Em outros casos, promove a substituição de uma vida sexual real, pois a pornografia e masturbação facilmente sacia sua fome sexual como uma espécie de ‘fast food’, fazendo com que os homens se tornem menos ativos em relação às mulheres – afirmou o sexólogo, acrescentando que cada vez mais casais jovens se queixam da falta de uma vida sexual e com dependência de pornô.

Segundo o especialista, o pornô em si não representa mal a ninguém, mas em grande quantidade pode causar problemas, fazendo referência ao vício em álcool.

– É evidente que ninguém morre de assistir pornografia, mesmo assim; isso se torna um problema quando é excessivo. Podemos fazer uma analogia ao vício em álcool. Alguns bebem socialmente, outros acabam virando alcoólatras – explicou Kulgavchuk.

Por outro lado, avança o especialista, o pornô de certo modo faz parte da cultura do consumo; pois no mundo virtual o homem tem acesso a toda uma variedade de cenários.

Consumo e troca

– Consumo e troca (de cenários) constantes dificultam a concentração em uma coisa. Isso acaba se tornando uma espécie do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Mas a superabundância da oferta com o tempo causa uma desvalorização. Por isso, a imersão no mundo do pornô pode ser chamada de ‘castração astuta’ da população masculina – declarou o interlocutor da Sputnik.

Outro problema é a disponibilidade do pornô para adolescentes que, vendo este tipo de filmes; recebem imagens distorcidas do sexo. É importante, acredita o sexólogo; tomar quaisquer medidas para limitar o acesso de adolescentes e especialmente crianças à pornografia; por exemplo, definir o conteúdo da Internet com classificação de idade.

– Do ponto de vista técnico isso talvez seja difícil, no entanto; mesmo uma diminuição no risco percentual de consumo de conteúdo pornográfico já pode dar seus frutos para fortalecer a saúde sexual da população – concluiu o interlocutor.

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