Espírito Santo tem alerta para chuvas intensas

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Publicado quarta-feira, 22 de janeiro de 2020 as 11:36, por: CdB

De acordo com esses órgãos, há a possibilidade de ocorrerem desastres naturais como inundações, enxurradas, alagamentos, deslizamentos de terra e corridas de solo.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Órgãos do governo federal emitiram um alerta conjunto para a possibilidade de chuvas intensas na faixa que compreende o Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal. A previsão aponta que os totais pluviométricos podem alcançar de 150 milímetros a 400 milímetros e podem causar sérios impactos nesses Estados. A projeção é que as chuvas mais intensas comecem a cair nesta quarta-feira e prossigam até o final de semana.

O Ministério do Desenvolvimento Regional reconheceu estado de calamidade pública
O Ministério do Desenvolvimento Regional reconheceu estado de calamidade pública

O informe é do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR); do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet); do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden); e do Serviço Geológico Brasileiro (CPRM).

De acordo com esses órgãos, há a possibilidade de ocorrerem desastres naturais como inundações, enxurradas, alagamentos, deslizamentos de terra e corridas de solo.

Espírito Santo

O Ministério do Desenvolvimento Regional reconheceu estado de calamidade pública nas cidades de Alfredo Chaves, Iconha, Rio Novo do Sul e Vargem Alta, todas no Espírito Santo, por conta das fortes chuvas. Com a medida, as localidades poderão ter acesso a recursos federais para ações de socorro, assistência, restabelecimento de serviços essenciais à população e reconstrução de estruturas públicas afetadas. Desde o último sábado, técnicos da Defesa Civil Nacional estão no Espírito Santo para avaliar o impacto das chuvas na região.

As fortes chuvas na região causaram a morte de sete pessoas. As informações estão no boletim da Defesa Civil do estado divulgado na terça-feira, após a localização, na cidade de Iconha, do corpo do último morador da região que estava registrado como desaparecido.

Orientações à população

A Defesa Civil Nacional (Sedec) orienta que as pessoas que moram em áreas de risco, ou que já tenham registrado desastres anteriormente, devem procurar os órgãos locais de defesa civil para ter acesso ao plano de contingência para suas regiões. É importante conhecer as rotas de fuga e os pontos seguros para utilização em momento prévio ao desastre.

A Sedec atua constantemente enviando alertas aos órgãos competentes sobre riscos de desastres naturais, assim como para a população, por meio de SMS nos celulares e mensagens nas TVs por assinatura. Os moradores dos Estados afetados devem ficar atentos a esses canais de comunicação e, caso não tenham se cadastrado para receber os avisos pelo celular, devem fazer a inscrição.

Para se cadastrar, basta enviar um SMS com o CEP de interesse para o número 40199. De imediato, a seguinte mensagem confirmará o êxito da operação: “Cadastro realizado com sucesso. O celular está apto a receber alertas e recomendações de defesa civil. Para cancelar, envie SAIR e o CEP para 40199”. É permitido cadastrar mais de um CEP.  Já os alertas em TV por assinatura são enviados diretamente aos televisores. O serviço é gratuito, está disponível em todos os estados do Brasil e não há necessidade de cadastro prévio.

Desalojadas

As fortes chuvas que atingem o Espírito Santo desde a última sexta-feira já causaram a morte de sete pessoas e deixaram 2.355 desalojadas.

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), do total de desalojados, 2.271 pessoas tiveram que deixar suas casas e se acomodar provisoriamente na casa de parentes ou amigos. As 84 pessoas desabrigadas foram levadas para abrigos públicos – em alguns casos, improvisados em escolas públicas ou igrejas.

Os mais de 90% dos desalojados contabilizados até as 11h desta quarta-feira vivem em duas cidades do sul do Estado. Em Alfredo Chaves, a cerca de 80 quilômetros da capital Vitória, foi registrado o maior número de desalojados: 1.107 pessoas, além de três mortes.

Em Vargem Alta, a apenas 40 quilômetros a oeste de Alfredo Chaves, 1.006 pessoas tiveram que deixar suas casas e se alojar na casa de parentes ou amigos. Em Vargem Alta, também foi registrado o maior número de desabrigados: 58 pessoas.

Devido à situação, na segunda-feira, o prefeito de Alfredo Chaves, Fernando Videira Lafayette, declarou situação de calamidade pública. Até o momento, 17 pontes foram danificadas ou destruídas no município.

O transbordamento do Rio Benevente alagou ruas, destruiu casas e ainda provocou as três mortes registradas na cidade. Estradas vicinais e rodovias estaduais foram atingidas por barreiras, interrompendo integral ou parcialmente o tráfego de veículos.

Os festejos para comemorar os 129 anos de emancipação política da cidade, marcados para a próxima sexta-feira, foram cancelados pela prefeitura, que concentrou na Coordenadoria de Defesa Civil os esforços dos  órgãos municipais para atender à população, limpar as ruas e restabelecer os serviços básicos.

Além das mortes registradas em Alfredo Chaves, quatro pessoas morreram em Iconha, 100 quilômetros ao sul de Vitória, por causa da chuva.

Na semana passada, o nível do Rio Iconha, que corta a cidade, subiu quase 4 metros, transbordando, causando alagamentos e obrigando a Defesa Civil Municipal a pedir para as famílias deixarem suas casas em áreas de risco e buscarem abrigos seguros.

O abastecimento de água foi afetado em parte da cidade e, no último domingo, a empresa de água e esgoto, Saae, recomendou à população que consuma água com cautela. “Que a água seja utilizada para as necessidades básicas, de higiene, sendo que carros-pipas estarão à disposição das famílias para que seja realizada a limpeza das casas.” A prefeitura também pediu aos munícipes que colaborem com a doação de materiais de limpeza e de higiene pessoal para as vítimas das enchentes.

Maior volume de chuva

Só em Colatina, no centro do estado, a cerca de 130 quilômetros, choveu nas últimas 24 horas 100.86 milímetros (mm). Além de representar o maior volume acumulado em todo o estado, entre as 6h de ontem e 6h de hoje, o volume é  inesperado, já que a expectativa para todo o mês fica entre 300 e 500 mm.

Institutos de meteorologia alertam que é grande a probabilidade de que chuvas fortes ou tempestades voltem a atingir o estado a partir das próximas horas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu o alerta laranja para o Espírito Santo, parte de Minas Gerais (também castigado pelas fortes chuvas dos últimos dias), Bahia, Goiás, Rio de Janeiro e do Distrito Federal

Na terça-feira, órgãos federais como o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), já tinham emitido um alerta conjunto sobre a possibilidade de chuvas intensas na mesma faixa do território brasileiro.

Em nota conjunta, os órgãos federais recomendam que as autoridades estaduais e municipais de proteção e defesa civil alertem a população vulnerável para o risco iminente.

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