Esquerda na Alemanha tenta evitar coalizão de Merkel à direita

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Publicado sábado, 13 de janeiro de 2018 as 16:24, por: CdB

A campanha à esquerda do SPD, que é de centro-esquerda na Alemanha, ocorre dias após os líderes do partido terem exortado os membros a engolirem suas dúvidas. E renovarem a “grande coalizão” com Angela Merkel.

 

Por Redação, com Reuters – de Berlim

 

A ala mais à esquerda do Partido Social-Democrata (SPD) alemão fez campanha neste sábado para que a legenda não renove a coalizão com o governo conservador da chanceler Angela Merkel, uma semana antes de um congresso do partido para decidir sobre a possível reedição de uma aliança que vigorou de 2013 a 2017.

Horst Seehofer (CSU), a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o líder social-democrata Martin Schulz (SPD)
Horst Seehofer (CSU), a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o líder social-democrata Martin Schulz (SPD)

A campanha à esquerda do SPD, que é de centro-esquerda, ocorre dias após os líderes do partido terem exortado os membros a engolirem suas dúvidas e renovarem a “grande coalizão” com os conservadores de Merkel por mais quatro anos.

Os líderes do SPD enfrentam uma dura tarefa para convencer membros da legenda a aprovarem o acordo no dia 21 de janeiro, durante congresso do partido, e depois novamente em uma votação por correio na conclusão formal das negociações da coalizão.

Coalizão

O líder da corrente Jusos, a juventude do SPD, Kevin Kuehnert, iniciou uma turnê nacional para pedir que os delegados do partido votem contra a grande coalizão. Outros membros da esquerda do partido criticaram as bases da coalizão.

Para conquistar a cúpula do SPD, Merkel concordou em destinar 5,95 bilhões de euros para educação, pesquisa e digitalização até 2021, expandir os direitos dos cuidados infantis e prometeu fortalecer a coesão europeia com maiores contribuições da nação para o orçamento da UE.

Mas alguns sociais-democratas acreditam que faltam concessões ao partido. E temem, ainda, que uma nova grande coalizão enfraqueça ainda mais a identidade do SPD. A legenda, em setembro, obteve seu pior resultado em eleições federais, desde 1933.

Corrida de obstáculos

“Se a formação de um governo, iniciada no fim de setembro, for vista como corrida de obstáculos; este acerto dos negociadores foi apenas uma pequena barreira diante do dia 21 de janeiro em Bonn; durante o congresso nacional dos social-democratas. E quando essa barreira for ultrapassada, ainda haverá a das negociações formais”; afirma editorial da agência alemã de notícias Deutsche Welle (DW).

Ainda segundo a DW, “continua valendo: a Lei Fundamental (Constituição) não prevê nem negociações de coalizão, nem sondagens. O drama atual não pode se repetir após o congresso do SPD; nas negociações formais para a formação de governo. Pois, quase quatro meses depois das eleições legislativas; a Alemanha precisa de uma virada, de um sinal. A população espera por isso há mais de 100 dias”.

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