Esquerda confirma força e ameaça maioria de Macron no Parlamento

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Publicado segunda-feira, 13 de junho de 2022 as 13:11, por: CdB

O resultado do primeiro turno do domingo, contudo, não significa uma maioria progressista no Parlamento: ainda haverá um segundo turno de votação no próximo dia 19 e as projeções indicam que o grupo de Macron deverá ser o maior, mas talvez não mantenha a maioria da Casa.

Por Redação, com Brasil de Fato – de Paris

A Nova União Popular Ecológica e Social (Nupes), coalizão de forças de esquerda na França, recebeu mais votos nas eleições parlamentares que a Ensemblé, o grupo do presidente Emmanuel Macron, indica pesquisa da empresa Elabe.

Sede da campanha da coalizão Ensemble, de Macron, em Paris

O resultado do primeiro turno do domingo, contudo, não significa uma maioria progressista no Parlamento: ainda haverá um segundo turno de votação no próximo dia 19 e as projeções indicam que o grupo de Macron deverá ser o maior, mas talvez não mantenha a maioria da Casa.

De acordo com a Elabe, a Nupes recebeu 26,2% dos votos, contra 25,9% da Ensemblé (“Juntos”, em tradução livre) e 18,8% do Reagrupamento Nacional, a legenda de Marine Le Pen, representante da extrema direita que perdeu o segundo turno das eleições presidenciais para Macron em abril.

Parlamentares da França

Como o sistema eleitoral que escolherá os 577 parlamentares da França é distrital, as pesquisas de opinião trabalham com projeções do tamanho de cada bancada. Ainda de acordo com a empresa de pesquisas eleitorais Elabe, a Nupes deve conseguir entre 160 e 210 cadeiras, contra 260 a 295 da Ensemblé e 25 a 35 do Reagrupamento Nacional.

Para que Macron consiga maioria sem precisar ampliar sua atual coalizão, ele precisa de 289 parlamentares.

– Temos uma semana pela frente para nos mobilizar – disse a primeira-ministra e aliada de Macron Elisabeth Borne. “Uma semana para convencer, uma semana para obter uma maioria poderosa e clara.”

Jean-Luc Mélenchon, terceiro colocado nas eleições presidenciais e líder da Nupes, defendeu que a coalizão se saiu bem em seu primeiro teste e convocou o voto dos trabalhadores “que tiveram 30 anos de neoliberalismo”.

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