Estados Unidos mataram líder da Al Qaeda no Iêmen, diz Trump

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Publicado sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020 as 11:40, por: CdB

Presidente afirma que operação antiterrorismo resultou na morte de Qassim al-Rimi, cofundador de ramificação considerada uma das mais perigosas da Al Qaeda. Rimi reivindicou ataque a base aérea dos EUA.

Por Redação, com DW – de Washington

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que os Estados Unidos realizaram uma operação antiterrorismo no Iêmen que resultou na morte de Qassim al-Rimi, um líder da organização jihadista Al Qaeda que reivindicou o ataque a tiros contra a base aérea de Pensacola em dezembro passado. Na ocasião, um piloto saudita em treinamento matou três norte-americanos no local.

Qassim al-Rimi fundou Al-Qaeda na Península Arábica (Aqap)
Qassim al-Rimi fundou Al-Qaeda na Península Arábica (Aqap)

Rimi é um dos fundadores da Al Qaeda na Península Arábica (Aqap, na sigla em inglês). Este braço é considerado um dos mais perigosos da rede jihadista global, fundada por Osama bin Laden, devido a suas tentativas de realizar ataques em solo norte-americano. Segundo Trump, os Estados Unidos e seus aliados estão mais seguros com a morte de Rimi.

– Continuaremos protegendo o povo norte-americano perseguindo e eliminando terroristas que tentam nos fazer mal – disse Trump, que, apesar de confirmar a morte, não deu detalhes sobre quando a operação foi realizada nem como.

Num vídeo de 18 minutos, Rimi havia declarado que a Aqap foi responsável pelo ataque a tiros na base aérea, ocorrido no último dia 6 de dezembro. Ele chamou o atirador, o piloto da Força Aérea Saudita Mohammed Alshamrani, de “cavaleiro corajoso” e de “herói”.

O ataque

Alshamrani abriu fogo dentro de uma sala de aula na base, matando três pessoas e ferindo dois policiais antes que um deles o executasse após troca de tiros. Outras oito pessoas também ficaram feridas.

O ataque atraiu atenção pública para a presença de estudantes estrangeiros em programas de treinamento militares dos EUA, e expôs problemas na checagem dos alunos. Em janeiro, os EUA enviaram de volta à Arábia Saudita 21 estudantes militares dizendo que os cadetes haviam publicado posts anti-americanos em redes sociais ou “tiveram contato com pornografia infantil”, incluindo salas de conversas na internet.

O anúncio de Trump confirmou indícios anteriores de Rimi havia sido morto. No final de janeiro, um suposto ataque norte-americano por drones em Marib destruiu um edifício que abrigava militantes da Al Qaeda no leste do Iêmen. No dia 1º de fevereiro, Trump retuitou vários tuítes e matérias da imprensa que pareciam confirmar que o ataque havia resultado na morte de Rimi. Agências de notícias não conseguiram confirmar a informação.