Estados Unidos acusam China de violar acordo bilateral contra espionagem cibernética

Arquivado em: Destaque do Dia, Internet, Redes Sociais, Tecnologia, Últimas Notícias
Publicado sexta-feira, 9 de novembro de 2018 as 10:49, por: CdB

Os dois líderes disseram concordar que nenhum dos governos apoiaria conscientemente o roubo cibernético de segredos corporativos ou informações comerciais.

Por Redação, com Reuters – de Washington

A China tem violado um acordo com os Estados Unidos que visa a impedir a espionagem cibernética por meio da invasão a dados governamentais e corporativos, disse uma importante autoridade da inteligência norte-americana na quinta-feira.

A China tem violado um acordo com os Estados Unidos que visa a impedir a espionagem cibernética

Perguntado se a China estava violando o acordo de 2015 entre o então presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente chinês, Xi Jinping, o oficial da Agência de Segurança Nacional, Rob Joyce, disse: “Nós achamos que eles estão”.

– Embora não seja preto-e-branco, (se a China) cumpriu o acordo ou não, está claro que hoje eles estão bem além dos limites do acordo que foi forjado entre nossos países – disse. Mas Joyce acrescentou que o número de ataques caiu drasticamente desde o acordo.

Ciberespaço

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, rejeitou as alegações durante coletiva de imprensa e disse que Pequim e Washington têm importantes interesses compartilhados no ciberespaço.

– Pedimos que o lado dos EUA pare com suas críticas infundadas à China, e nos ajude salvaguardando conjuntamente o ímpeto de cooperação e comunicação entre os dois países no campo da segurança cibernética – disse Hua.

Em setembro de 2015, Obama anunciou que havia chegado a um “entendimento comum” com o presidente Xi para coibir espionagem econômica, mas ameaçou impor sanções contra hackers chineses que insistissem em cometer crimes cibernéticos.

Os dois líderes disseram concordar que nenhum dos governos apoiaria conscientemente o roubo cibernético de segredos corporativos ou informações comerciais. O acordo, no entanto, ficou aquém de qualquer promessa de se abster da tradicional espionagem cibernética estatal para fins de inteligência.

Neste ano houve um ataque de hackers a um escritório do governo norte-americano, que comprometeu os dados de mais de 20 milhões de pessoas. Autoridades dos EUA identificaram a China como origem dos ataques, mas não disseram se acreditam que o governo chinês é o responsável.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *