Estados Unidos incluem banco russo em novas sanções contra Venezuela

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Publicado segunda-feira, 11 de março de 2019 as 14:29, por: CdB

De acordo com o Departamento do Tesouro, o banco está ligado à petrolífera estatal venezuelana PDVSA.

Por Redação, com Sputnik – de Washington

Os EUA incluiaram o banco russo Evrofinance Mosnarbank em seu último pacote de sanções relacionadas com a Venezuela. A informação foi divulgada pelo Departamento do Tesouro norte-americano em um comunicado.

EUA incluem banco russo em novas sanções contra Venezuela

– A seguinte entidade foi listada no SDN ([Nacionalidades Especialmente Designadas, na sigla em inglês) do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros: EVROFINANCE MOSNARBANK – indica o texto.

De acordo com o Departamento do Tesouro, o banco está ligado à petrolífera estatal venezuelana PDVSA.

Maduro acusa a administrçaão dos EUA de ter orquestrado um golpe de estado 23 de janeiro, quando o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, se autoproclamou “presidente interino” do país apelando para um artigo constitucional que prevê tal manobra.

Logo após a autoproclamação, Trump emitiu uma declaração reconhecendo Guaidó como presidente interino da Venezuelana. Em seguida, cerca de 50 países aderiram ao reconhecimento.

Rússia, China, Cuba, Bolívia, Irã e Turquia, entre outros países, continuam apoiando o governo de Maduro.

Guaidó pede à Europa para apertar pressão sobre Maduro

Caracas declarou o embaixador alemão à Venezuela, Daniel Kriener persona non-grata, citando supostas tentativas de interferir nos assuntos internos do país. Decisão foi tomada após Kriener ir ao aeroporto para dar boas-vindas ao líder da oposição, Juan Guaidó após uma longa viagem por vários países sul-americanos.

Guaidó considerou a expulsão do embaixador “uma ameaça verbal”. Segundo ele, as autoridades venezuelanas não tinham o direito de declarar Kriener persona non-grata por não haver legitimidade no mandato concedido a Maduro.

– À luz da situação, isso é um passo lógico: há perseguição política, jornalistas são presos. Câmeras e equipamentos são confiscados… Se um regime ameaça, sabe-se quais consequências isso tem – disse ele em entrevista concedida à emissora pública alemã Deutschlandfunk.

Na entrevista, Guaidó também descreveu sua estratégia como “pressão sem violência”, através de comícios e demandas por reformas sociais e justiça.

– Nosso objetivo é mobilizar cidadãos, independentemente de partidos, parlamentos, sociedade civil, comitês, sindicatos, estudantes, jovens, a Igreja. Uma transição pacífica ajudaria a estabilizar o país rapidamente, democratizá-lo para realizar eleições livres – insistiu, alegando ainda que “até os militares estão cansados​​ Guaidó expressou confiança de que “80, senão 85% (dos militares) querem uma mudança em contraste com o alto comando”.

No início de março, o serviço de imigração colombiano alegou que o número de militares venezuelanos que haviam entrado na Colômbia havia ultrapassado 320 pessoas. A agência de notícias Analitica informa um número maior: 567 desertores. O embaixador venezuelano nas Nações Unidas, Samuel Moncada, acusa Washington de fabricar um relatório inflando o número de desertores para justificar a criação do chamado “exército de libertação” que invadiria o país sul-americano.

Questionado sobre a conveniência de sanções mais rigorosas por parte da Alemanha e da UE, Guaidó elogiou os esforços de Berlim. Os alemães se uniram a Washington ao reconhecer o líder da oposição venezuelana Juan Guaidó como o líder do país e endossou sanções dos EUA contra a Venezuela na semana passada. Ao mesmo tempo, sinalizou que a União Europeia poderia apertar o cerco a Maduro em breve.

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