Estados Unidos pretendem continuar apoiando campanha militar no Iêmen 

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Publicado segunda-feira, 10 de dezembro de 2018 as 14:30, por: CdB

 

Desde o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi no consulado da Arábia Saudita em Istambul, a administração americana tem enfrentado pressão no país devido ao seu envolvimento no conflito de 4 anos no Iêmen.

Por Redação, com Sputnik – de Washington

Os Estados Unidos não pretendem ceder à pressão e parar de apoiar a coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, declarou um alto funcionário do Departamento de Estado, citado pela Reuters.

Casa Branca pretende continuar apoiando campanha militar no Iêmen apesar das pressões

Desde o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi no consulado da Arábia Saudita em Istambul, a administração americana tem enfrentado pressão no país devido ao seu envolvimento no conflito de 4 anos no Iêmen.

No mês passado, o Senado votou a favor de uma resolução para acabar com o apoio militar dos EUA à coalizão, incluindo a venda de armas e o fornecimento de dados de inteligência.

– Há pressão no nosso sistema… para que nos retiremos do conflito ou paremos nosso apoio à coalizão, algo a que, do lado da administração, nos opomos fortemente – disse Timothy Lenderking, vice-secretário adjunto para os Assuntos do Golfo Pérsico, citado pela agência.

O funcionário sublinhou que o apoio à coalizão “é necessário” e que, se os EUA pararem seu apoio, isso “enviará uma mensagem errada”.

A afirmação vai no mesmo sentido das recentes palavras do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que disse que o fim de assistência militar aos sauditas causará “danos imensos” aos interesses dos EUA.

Lenderking fez sua afirmação em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, durante um evento dedicado à segurança. Os Emirados também participam dos ataques aéreos ao Iêmen.

O alto funcionário apoiou os esforços militares da coalizão dois dias após o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados ter anunciado que o conflito mata ou mutila em média 123 civis por semana.

A coalizão árabe interveio no Iêmen em 2015 combatendo contra os rebeldes houthis, aliados do Irã. Desde a intervenção, o Iêmen mergulhou “na maior crise humanitária do mundo”, segundo diz a ONU, com 75% da população precisando de ajuda. Pelo menos 16 mil civis morreram durante o conflito e 2,3 milhões foram deslocados, colocando grande parte da população à beira da fome.

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