Estamos atentos, estamos vivos

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Publicado segunda-feira, 5 de novembro de 2018 as 09:58, por: CdB

Tal como na canção, ‘apesar dos castigos/Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos/Pra nos socorrer…’

Por Luciano Siqueira – de Brasília

Novo tempo de resistência.

Em muitas dimensões: há muito que cuidar para compreender o que se passou e lutar melhor mirando novas vitórias que haverão de vir.

Novo tempo de resistência

Cuidar da análise cuidadosa da situação concreta: a nova correlação de forças inicialmente é francamente adversa.

Cabem passos sensatos, aguerridos mais comedidos, do tamanho das pernas.

Ir mais abaixo e mais a fundo para elucidar a realidade e se vincular às grandes massas desguarnecidas de esperança e de esclarecimento. A maioria votou contra seus próprios interesses sem disso ter consciência.

Conviver com a disputa precipitada e insana por uma hegemonia que se quer hereditária, mas está em aberto.

Quem se unirá com quem em favor de quê? Não haverá escapatória à margem de uma ampla frente em torno de bandeiras consistentes e associadas às necessidades e aspirações da maioria.

Aos comunistas, parcialmente vitoriosos, porém amargando a contingência negativa da cláusula de barreira, o desafio de considerar todas as variáveis que concorrem para redução da sua base eleitoral — com muita paciência e clarividência autocrítica.

Avançar é necessário e é possível.

Mas não há possibilidades de bem explorar as posições conquistadas e recuperar terreno onde as coisas não foram bem subestimando a luta de ideias. Qualificar o debate é necessário.

O golpe agora se institucionaliza através do voto. Se tentará impor o modelo ultra liberal às custas da redução de direitos e da ampliação da exclusão de milhões do sistema produtivo.

Se aprofundará o realinhamento externo, agora francamente a mercê dos ditames norte-americanos.

Se tentará criminalizar a oposição democrática e os movimentos sociais.

Por isso, como indica o PCdoB, a resistência é agora em todas as esferas da vida política e social do país: no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativa e Câmaras Municipais, nos movimentos sociais, as organizações da classe trabalhadora, segmentos do empresariado, o universo acadêmico, a intelectualidade, os artistas, o mundo jurídico, setores religiosos, e inclusive para os integrantes de instituições da República, os governadores e os prefeitos do campo democrático.

Estamos atentos e vivos e a luta segue.

Luciano Siqueira, é médico, vice-prefeito do Recife, membro do Comitê Central do PCdoB.

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