Estatal do petróleo questiona Bolsonaro sobre interferência

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Publicado quinta-feira, 8 de abril de 2021 as 16:55, por: CdB

Em suas declarações, durante discurso em Foz do Iguaçu (PR), Bolsonaro lançou dúvidas sobre os contratos de fornecimento de gás da Petrobras devido a reajuste anunciado para a partir de 1° de maio.

Por Redação – do Rio de Janeiro

A Petrobras disse que enviou questionamentos ao governo sobre declaração do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sobre um reajuste de 39% praticado pela estatal no preço do gás natural para distribuidoras. Bolsonaro disse que a medida seria “inadmissível” e que poderia haver mudanças na política de preços da companhia.

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A Petrobras questiona possível intervenção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na direção da empresa

“A Petrobras informa que indagou o seu acionista controlador, por meio do Ministério de Minas e Energia, ao qual a companhia está vinculada, de acordo com a Lei 9.478/1997, sobre a existência de informações relevantes que deveriam ser divulgadas ao mercado”, afirmou, em comunicado ao mercado na noite de quarta. “Até o momento, a companhia não recebeu resposta do MME”, acrescentou a Petrobras, no comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Reajuste

Em suas declarações, durante discurso em Foz do Iguaçu (PR), Bolsonaro lançou dúvidas sobre os contratos de fornecimento de gás da Petrobras devido a reajuste anunciado para a partir de 1° de maio.

— É inadmissível! Que contratos são esses? Que acordos foram esses? Foram feitos pensando no Brasil? — questionou o presidente.

Recentemente, Bolsonaro decidiu retirar Roberto Castello Branco do cargo de presidente-executivo da Petrobras em meio a divergências sobre a política de preços de combustíveis adotadas pela estatal. Ele indicou à posição o general da reserva Joaquim Silva e Luna, que ocupava a diretoria-geral brasileira de Itaipu Binacional.

— Não vou interferir, a imprensa vai dizer o contrário. Mas podemos mudar essa política de preço lá — concluiu.