Estatuto recolhe opiniões sobre venda de armas no país

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Publicado terça-feira, 22 de março de 2005 as 09:49, por: CdB

O Estatuto do Desarmamento quer saber se apinião pública é contra ou a favor da venda de armas de fogo e munição. Este referendo está previsto para o dia 2 de outubro, mas para isso é necessário aprovar até abril decreto legislativo que regulamenta a realização do plebiscito, de acordo com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Velloso.

O decreto já foi aprovado pelo Senado mas, se for alterado pela Câmara, precisará ser votado novamente pelos senadores. O deputado Raul Jungamann (PPS-PE) pediu ajuda na semana passada ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para articular a realização do referendo na data estipulada.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, diz que o governo apóia a proibição de venda de armas no Brasil, mas considera importante ouvir a sociedade.

– O Ministério da Justiça acha que isso deve ser feito de maneira democrática, discutido com a população. Achamos que o plebiscito vai ser importante como um processo mais legítimo de consulta popular. Precisamos mostrar se a sociedade brasileira apóia ou não a proibição de venda de armas no Brasil – afirma.

Luciana Romagnolli, de 21 anos, acompanha as discussões sobre armas no país de Umuarama, no interior do Paraná. Em maio de 2003 ela perdeu o pai, José Umberto, vítima de arma de fogo. Ele jogava baralho em um clube quando um dos colegas de partida, em meio a uma discussão, sacou uma arma e deu quatro tiros em Romagnolli, de 45 anos.

O processo contra o autor do disparo está na Justiça. Segundo Luciana, ele responde em liberdade, pois alegou legítima defesa.

– Mesmo que uma pessoa seja aparentemente normal e não tenha problemas, ela pode ter um momento de desequilíbrio e pode acabar causando uma tragédia, com ela ou com uma outra pessoa próxima. Foi o que aconteceu com o meu pai – conta.