Estudo avalia relação entre trabalho e câncer

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Publicado segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018 as 13:40, por: CdB

Os registros de pacientes que realizam tratamento no HFA serão importantes para buscar a relação da doença com pessoas que estão em contato frequente com algumas substâncias

Por Redação, com ACS – de Brasília:

Você sabia que algumas profissões estão mais propensas ao desenvolvimento de cânceres? Cabeleireiro, piloto de avião, comissário de bordo, farmacêutico, químico e enfermeiro estão mais propensos ao desenvolvimento de certos tumores, segundo estudos publicados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Hospital Federal do Andaraí promoverá estudo inédito no país sobre a influência da ocupação no desenvolvimento da doença

Por isso, o Hospital Federal do Andaraí (HFA/Ministério da Saúde) firmou uma parceria com o Hospital de Câncer de Barretos; referência nacional no tratamento e na prevenção da doença; para colher dados de pacientes e desenvolver um estudo epidemiológico inédito no país.

Tipo

Apesar de a relação entre a ocupação profissional e o surgimento de certos tipos; de tumor; ser um fenômeno já estudado há muitos anos em todo o mundo; no Brasil as pesquisas acabam comprometidas pela forma; como são feitos os registros sobre câncer nas unidades hospitalares.

Os registros de pacientes que realizam tratamento no HFA serão importantes para buscar a relação da doença; com pessoas que estão em contato frequente com algumas substâncias. Uma delas é o amianto; cuja produção e venda foi recentemente proibida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Comissão será criada para analisar os dados

Para garantir a precisão adequada para uma pesquisa científica; uma comissão foi montada; para cuidar especificamente da coleta dos dados dos pacientes em tratamento.

As informações serão armazenadas em uma plataforma desenvolvida especificamente para o estudo e serão analisadas; por uma comissão formada por integrantes do Hospital Federal do Andaraí, do Hospital de Câncer de Barretos; da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (Fiocruz); e do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental do Trabalho do Ministério da Saúde (DSAST/SVS).

De acordo com Maria Lúcia Feitosa, diretora do HFA, a partir do momento em; que se constata o tumor; o médico não tem muito tempo para fazer associações relacionadas à ocupação do paciente. “O oncologista tem a maior preocupação em dar foco no diagnóstico; para estabelecer o melhor tratamento para cada caso. Por isso; é necessário formar uma comissão específica para analisar os dados coletados”, explicou.

A partir dos registros anteriores no HFA, será possível aprimorar as informações cadastrais; que servirão de base para inovações no tratamento ou medidas de prevenção; conforme explica a coordenadora do setor de Registro Hospitalar de Câncer da unidade, Camila Drumond Muzi “Vamos melhorar o procedimento de coleta de dados; e também produzir novos trabalhos voltados para pacientes com câncer”.

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