Estudo mostra que eficácia `antiaids´ continua a mesma

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Publicado sexta-feira, 4 de julho de 2003 as 00:20, por: CdB

A eficácia dos coquetéis terapêuticos antivirais lançados por volta de 1996, que se traduziram por uma diminuição espetacular da mortalidade de vítimas da Aids, se manteve com o passar do tempo, de acordo com um longo estudo europeu.

A incidência (nos novos casos) de progressão da infecção para o estágio de Aids foi reduzida quase pela metade, enquanto que o risco de morte caiu em uma proporção parecida (cerca de 40%), desde a introdução destes tratamentos, de acordo com estudo que será publicado na edição de sábado da revista médica britânica The Lancet.

Ao todo, 9.803 pacientes acompanhados em 70 centros na Europa, assim como na Argentina e em Israel, participaram do estudo “EuroAids”.

O recrutamento dos voluntários foi feito em três fases. A primeira (1994-1995), antes da chegada da triterapias (HAART, em inglês); depois, no período de sua introdução ao tratamento dos pacientes (1996-1997), e, finalmente, com à chegada de novas moléculas que enriqueceram o arsenal terapêutico antiaids (1998-2002).

O número de mortes e passagens para o estágio de Aids confirmada entre os pacientes infectados caíram em 8% a cada seis meses desde setembro de 1998.

No entanto, com o uso, apareceram os efeitos colaterais indesejáveis destas combinações de moléculas antiretrovirais e o medo de que a capacidade de mutação rápida do vírus deixasse estes remédios inoperantes.

Segundo os autores do estudo, porém, estes efeitos indesejáveis potenciais a longo prazo “não estragaram a eficácia dos tratamentos” e, apesar de tudo, o grande progresso inicialmente observado “se manteve” de maneira prolongada.