Estudo prevê 145 mil mortes de covid-19 nos EUA até agosto

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Publicado terça-feira, 9 de junho de 2020 as 11:46, por: CdB

Pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, estimaram na segunda-feira que 145.728 pessoas podem morrer de covid-19 no país até agosto, aumentando sua previsão sombria em mais de 5 mil fatalidades em questão de dias.

Por Redação, com Reuters – de Washington/Nova York

Pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, estimaram na segunda-feira que 145.728 pessoas podem morrer de covid-19 no país até agosto, aumentando sua previsão sombria em mais de 5 mil fatalidades em questão de dias.

Restaurante em Bloomfield Hills, Michigan (EUA), após reabertura
Restaurante em Bloomfield Hills, Michigan (EUA), após reabertura

Na sexta-feira, o muito citado Instituto de Métricas de Saúde e uma avaliação da universidade projetaram 140.496 mil mortes de covid-19, a doença respiratória causada pelo coronavírus, até agosto. Os pesquisadores não deram um motivo para a revisão abrupta.

Nova estimativa

A nova estimativa chegou no mesmo dia em que o Texas relatou seu maior número de hospitalizações até o momento na pandemia e 22 Estados norte-americanos mostraram ao menos um pequeno aumento no número de casos novos confirmados, de acordo com uma contagem feita pela Universidade Johns Hopkins.

Entre os Estados com as maiores elevações estão Michigan e Arizona, segundo a Johns Hopkins, enquanto Virgínia, Rhode Island e Nebraska tiveram os maiores recuos.

Especialistas em doenças infecciosas dizem que os enormes protestos de rua realizados em grandes cidades dos EUA após a morte de George Floyd, um homem negro, sob custódia da polícia de Mineápolis podem desencadear um novo surto da doença.

Um total de mais de 1,9 milhão de casos da covid-19 foram relatados nos EUA, de acordo com uma contagem da Reuters que confirmou 110 mil mortes.

Nova York

Exatamente 100 dias depois de o primeiro caso de coronavírus ser confirmado na cidade de Nova York, alguns trabalhadores começaram a voltar ao trabalho na segunda-feira na primeira fase de reabertura do isolamento municipal adotado para combater a epidemia que já matou quase 22 mil de seus moradores.

Pessoas que passaram meses em casa embarcaram em trens do metrô e em ônibus agora que a cidade mais populosa dos Estados Unidos iniciou sua jornada rumo a uma esperada recuperação econômica.

– Este é claramente o lugar mais difícil da América para chegar a este momento porque somos o epicentro – disse o prefeito, Bill de Blasio, em uma coletiva de imprensa no estaleiro da Marinha no Brooklyn.

A cidade de Nova York, de longe a cidade mais atingida dos EUA, registrou nesta segunda-feira que a taxa de pessoas que tiveram teste positivo de coronavírus atingiu uma nova baixa de 3%, bem abaixo da taxa máxima para a reabertura, de 15%, disse De Blasio.

Enquanto cerca de 400 mil trabalhadores voltavam para 32 mil canteiros de obras, centros de atacado e manufatura e alguns pontos atacadistas de toda a metrópole, o prefeito os exortou a usar máscaras e preservar o distanciamento social para manter os casos de covid-19 em tendência de baixa, particularmente aqueles que usam o transporte público para ir para o emprego.

– Sabemos que a reabertura significará que as pessoas estarão perto umas das outras, precisamos nos ater a isso – disse De Blasio.

Segurança escolar de plantão

Máscaras gratuitas e gel antisséptico estavam sendo distribuídos por 800 agentes de segurança escolar de plantão em estações do metrô, acrescentou.

Para aumentar o espaçamento entre os passageiros, a cidade abrirá 20 milhas de novas rotas de ônibus entre junho e outubro, disse Blasio.