EUA cortam energia de embaixada venezuelana

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Publicado quinta-feira, 9 de maio de 2019 as 14:05, por: CdB

Um dos membros do grupo preso, o jornalista independente Alex Rubinstein, escreveu no Twitter que a falta de eletricidade não impedirá que realizem missão: proteger a embaixada do golpe e do domínio dos apoiadores de Guaidó.

Por Redação, com Sputnik – de Washington

Ativistas contra golpe de Guaidó se esconderam na embaixada venezuelana em Washington e se recusam a sair apesar de blecaute realizado por autoridades norte-americanas.

EUA cortam energia de embaixada venezuelana sediada por ativistas pró-Maduro

Depois de impasse de semanas entre o Coletivo de Proteção Civil da Embaixada, como se chamam os apoiadores de Maduro, e adeptos do líder da oposição Juan Guaidó, fora do território diplomático venezuelano, autoridades dos EUA tentaram tirar os ocupantes do prédio cortando a energia.

Um dos membros do grupo preso, o jornalista independente Alex Rubinstein, escreveu no Twitter que a falta de eletricidade não impedirá que realizem missão: proteger a embaixada do golpe e do domínio dos apoiadores de Guaidó.

– Nós estávamos esperando isso, víamos nos preparando e não vamos sair – ecoa o ativista em plena escuridão dentro da embaixada.

Ele chama de irônica a comparação do apagão com os alegados ataques energéticos dos EUA à Venezuela.

Anteriormente, Caracas acusou Washington de sabotagem e início de guerra energética contra a Venezuela após o país ter sofrido vários blecautes, que provocaram a paralisação de instalações importantíssimas.

– Nós vamos resistir. Vamos continuar aqui em solidariedade ao povo venezuelano e ao governo eleito da Venezuela – diz o ativista no vídeo.

O blecaute teria sido ordenado pelo “embaixador” de Guaidó, Carlos Vecchio, que, de acordo com tweet de jornalista pró-Guaidó, teria ordenado o corte “da luz dos invasores que saquearam nossa sede diplomática nos Estados Unidos”.

Na semana passada, o Departamento de Estado dos EUA ordenou a saída dos ativistas, se referindo a eles como transgressores da lei e ressaltando que o autoproclamado presidente interino tem autoridade legal sobre a embaixada.

No dia 3 deste mês, o congressista republicano Scott Tipton pediu ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, para que expulse o coletivo pró-Maduro, mas, até então, a força não foi aplicada por Washington.

O coletivo afirma ter recebido a permissão do MRE venezuelano para se instalar após últimos diplomatas leais a Maduro voltarem a Caracas no fim de abril depois de serem expulsos pelos EUA. Depois da fraca tentativa de golpe no dia 30 de abril, as tensões na embaixada pioraram.

Perto da embaixada foi feita uma corrente de ativistas pró-Guaidó para impedir que pessoas entrem sorrateiramente na embaixada com comida e suprimentos básicos. Vários ativistas foram detidos brevemente enquanto tentavam passar comida para as pessoas que estão vivendo na embaixada.

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