EUA expulsam diplomatas da Venezuela, que faz o mesmo

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Publicado quarta-feira, 23 de maio de 2018 as 14:05, por: CdB

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deu na terça-feira 48 horas para o encarregado de negócios dos EUA em Caracas, Todd Robinson, e seu “número dois”, Brian Naranjo, que exercia a função chefe da seção política da embaixada, deixarem o país

Por Redação, com EFE – de Washington:

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmou nesta quarta-feira que seu Governo responderá “reciprocamente” à expulsão dos dois diplomatas norte-americanos de maior categoria na Venezuela e avisou que sua resposta poderia ser inclusive mais ampla, embora não tenha dado detalhes.

EUA responderão “reciprocamente” à expulsão de diplomatas pela Venezuela

– Recebemos uma notificação formal, responderemos de maneira apropriada, reciprocamente; talvez mais do que isso, apropriadamente. Continuamos monitorando o regime de Maduro e seu destrutivo comportamento contra o povo da Venezuela – disse Pompeo durante um comparecimento perante o Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deu na terça-feira 48 horas para o encarregado de negócios dos EUA em Caracas; Todd Robinson, e seu “número dois”, Brian Naranjo, que exercia a função chefe da seção política da embaixada, deixarem o país.

Rússia pede respeito a resultados das eleições venezuelanas

A Rússia pediu nesta quarta-feira respeito aos resultados do pleito presidencial realizado no domingo na Venezuela; no qual foi reeleito Nicolás Maduro, e tachou de “absolutamente hipócrita” a decisão dos Estados Unidos de impor sanções ao país latino-americano.

– Partimos da base de que houve eleições, e esta é a vontade dos venezuelanos; que compareceram às seções eleitorais e expressaram seu apego ao processo democrático. Esta vontade, manifestada dentro da lei, precisa ser respeitada – afirmou a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova.

A porta-voz denunciou que as declarações de uma série de países de; que não reconhecem os resultados das eleições e reduzirão seus contatos; com Caracas são “contraproducentes e levam a um beco sem saída”.

Zakharova tachou de “absolutamente hipócrita” a decisão dos Estados Unidos de impor “sanções unilaterais à Venezuela e ao seu sistema financeiro”.

– Com o suposto propósito de punir determinados políticos; o pacote de medidas (americanas) que está sendo adotado pretende bloquear os canais e fontes de financiamento externo (da Venezuela); provocando assim a piora da situação – ressaltou Zakharova.

A porta-voz insistiu que as sanções buscam “piorar as condições de vida dos venezuelanos comuns”.

Por outro lado, Zakharova indicou que Moscou “analisará em que medida as novas sanções podem influenciar na realização de projetos econômicos concretos”, na Venezuela.

Maduro foi reeleito com 6,1 milhões de votos nas eleições; que estiveram entre as de mais baixa participação na história da Venezuela; com o comparecimento de pouco mais de 9,1 dos 20,5 milhões de cidadãos aptos a votar.

A principal organização opositora, a Mesa da Unidade Democrática (MUD); cujos líderes foram inabilitados para apresentar suas candidaturas, boicotaram as eleições.

O pleito venezuelano gerou manifestações de rejeição do Grupo de Lima; que reúne o Brasil e outros 13 países das Américas, assim como de Estados Unidos, Espanha e Reino Unido.

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