EUA estão em isolamento histórico, diz presidente do Irã

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Publicado quinta-feira, 27 de setembro de 2018 as 10:27, por: CdB

Os Estados Unidos não conseguiram registrar uma conquista sequer na Assembleia Geral da ONU realizada nesta semana.

Por Redação, com Reuters – de Genebra/Nova York

Os Estados Unidos não conseguiram registrar uma conquista sequer na Assembleia Geral da ONU realizada nesta semana e estão em um isolamento político histórico, disse o presidente do Irã, Hassan Rouhani, nesta quinta-feira.

Presidente do Irã, Hassan Rouhani, em entrevista coletiva em Nova York

Rouhani e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trocaram ameaças e insultos durante seus respectivos discursos na ONU.

– Os norte-americanos não tiveram conquistas nessa assembleia pública – disse Rouhani em entrevista coletiva transmitida pela TV estatal iraniana em seu retorno a Teerã.

A Assembleia mostrou o isolamento dos EUA, afirmou.

– Quando o sr. Trump estava falando e no início de seu discurso vangloriou-se bastante sobre conquistas de seus dois anos de governo, todo mundo riu – disse Rouhani.

– O que é importante é que hoje, a não ser um ou dois países, ninguém apoia os Estados Unidos – disse. “É um isolamento político histórico que é raro para os EUA.”

Presidente da Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na noite de quarta-feira em discurso na Assembleia Geral da ONU que está disposto a estender a mão e discutir uma “agenda aberta” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Horas antes, Trump havia manifestado disposição de se encontrar com Maduro, que chegou na quarta-feira à tarde a Nova York de forma surpreendente para participar do encontro da Organização das Nações Unidas.

– Os que têm diferenças neste mundo são os que têm que dialogar… Trump disse que está preocupado em ajudar a Venezuela, estou disposto a falar com agenda aberta, com humildade – disse Maduro em seu pronunciamento de 51 minutos à Assembleia Geral.

Maduro acrescentou que, apesar das “imensas diferenças sociais e ideológicas”, lembrando que era motorista de ônibus, e não um magnata como Trump, estaria disposto a apertar a mão do presidente dos Estados Unidos para discutir os assuntos da região.

Em sua primeira participação na ONU desde 2015, o líder venezuelano disse também que “fabricou-se uma crise migratória” de cidadãos venezuelanos como uma forma de “justificar uma intervenção em país”.

Segundo a ONU, cerca de 2,3 milhões de venezuelanos deixaram o país devido a uma crise marcada por recessão econômica, hiperinflação, escassez de alimentos e remédios, e problemas com serviços públicos básicos como água e eletricidade.

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