EUA investigam kits de teste defeituosos usados para diagnosticar COVID-19

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Publicado segunda-feira, 2 de março de 2020 as 12:30, por: CdB

Especialistas do Departamento de Saúde norte-americano também estão trabalhando para “entender melhor a natureza e fonte do defeito de fabricação do primeiro lote de kits de teste da COVID-19.

Por Redação, com Sputnik – de Washington

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA confirmou que está investigando um defeito de fabricação em alguns kits de teste inicial de coronavírus, informa agência inglesa de notícias Reuters.

Até o momento, já foram confirmados mais de 89 mil casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus ao redor do mundo
Até o momento, já foram confirmados mais de 89 mil casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus ao redor do mundo

Para resolver os problemas de fabricação, a Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA) está trabalhando junto com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, declarou o comissário da agência federal, Stephen Hahn.

– A FDA tem confiança na concepção e fabricação atuais do teste que já foi e continua a ser distribuído. Estes testes passaram por extensos procedimentos de controle de qualidade – comentou Hahn.

A FDA também disse que permitiria que alguns laboratórios utilizassem imediatamente os testes que desenvolveram e validaram para conseguir uma capacidade diagnóstica mais rápida para a doença COVID-29.

Defeito de fabricação

Especialistas do Departamento de Saúde norte-americano também estão trabalhando para “entender melhor a natureza e fonte do defeito de fabricação do primeiro lote de kits de teste da COVID-19 que foram distribuídos aos departamentos de saúde estaduais e outros”.

No sábado, um morador da cidade de King County, Estado de Washington, foi a primeira vítima do novo coronavírus nos Estados Unidos, informou o jornal The New York Times.

Até o momento, já foram confirmados mais de 89 mil casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus ao redor do mundo, registrando 3.048 mortes.

Paciente infectado

Enquanto o paciente se encontrava em quarentena, o exame para coronavírus tinha dado negativo a doença viral em dos testes aos quais a pessoa foi submetida em um intervalo de 24 horas.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) deu alta “por erro” a uma pessoa infectada pelo novo coronavírus COVID-19 na cidade de San Antonio, no estado norte-americano do Texas, conforme declarou no domingo o prefeito da cidade, Ron Nirenberg, no Twitter.

– Hoje nós descobrimos que o CDC liberou por engano um paciente do Centro de Doenças Infecciosas do Texas que a quem mais tarde deu positivo o teste para COVID-19. O fato de que CDC permitiu que as pessoas tivessem sido expostas a um paciente com teste positivo para COVID-19 é inaceitável – escreveu.

Nirenberg especificou que o paciente em questão foi colocado em quarentena, enquanto tentavam apurar a que lugares tinha ido, e com quem tinha estado após ter recebido alta, escreve Newsweek.

– Faremos tudo ao nosso alcance para garantir que a comunidade esteja segura e que o risco de exposição permaneça baixo. Além disso, o prefeito indicou que será feito o mesmo em relação às pessoas que estiveram no cruzeiro Diamond Princess, cujo período de quarentena termina nesta segunda-feira.

Por sua vez, de acordo com o comunicado publicado domingo, CDC explicou que o indivíduo se encontrava em isolamento enquanto recebia tratamento em um centro médico local há várias semanas após ter regressado aos EUA de Wuhan, China.

O paciente recebeu alta porque cumpriu todos os requisitos necessários, incluindo os resultados negativos nos dois testes de coronavírus, e não tinha sintomas da doença. Porém, mais tarde foram recebidos resultados de uma amostra posterior e eram “fracamente positivas”, por isso, o paciente foi novamente isolado como medida preventiva.

O CDC terminou a mensagem afirmando que o ciclo de infecção viral no referido paciente “é maior do que foi visto anteriormente”.

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