EUA reduziram quantidade de bombas termonucleares na Europa, diz relatório

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Publicado sábado, 20 de março de 2021 as 12:06, por: CdB

 

Segundo os dados dos especialistas da Federação dos Cientistas Americanos (FAS, na sigla em inglês), os EUA reduziram a quantidade de suas armas nucleares táticas implantadas na Europa de 150 a 100 bombas termonucleares B61. Oficialmente esta informação ainda não foi confirmada por Washington.

Por Redação, com Sputnik – de Washington

Segundo os dados dos especialistas da Federação dos Cientistas Americanos (FAS, na sigla em inglês), os EUA reduziram a quantidade de suas armas nucleares táticas implantadas na Europa de 150 a 100 bombas termonucleares B61. Oficialmente esta informação ainda não foi confirmada por Washington.

EUA reduziram quantidade de bombas termonucleares na Europa, sugere relatório

De acordo com o relatório da FAS, entidade que conduz estudos na área do desarmamento nuclear, as autoridades dos EUA reduziram o número de bombas nucleares B61 transportadas por aviões até 100 unidades.

Bombas B61 são armas nucleares das forças estratégicas de Washington. Os autores do relatório Hans Kristensen e Matt Korda observam que oficialmente os EUA não anunciaram quaisquer alterações relativamente à quantidade destas armas na Europa.

Bombas B61

No entanto, anteriormente especialistas declararam que havia cerca de 150 bombas B61 em seis bases em cinco diferentes países europeus.

Trata-se das bases aéreas de Aviano e Ghedi na Itália, Buhel na Alemanha, Incirlik na Turquia, Kleine Brogel na Bélgica e Volkel nos Países Baixos.

Hans Kristensen, especialista nuclear da FAS, relatou em 2019 que um terço destas bombas estava guardada na base aérea turca de Incirlik, contudo, segundo a revisão dos especialistas publicada em janeiro deste ano, o número foi reduzido de 50 a 20 unidades, escreve portal RBC.

Em setembro de 2020, um membro da Comissão de Relações Exteriores do Senado afirmou que a presença dos EUA na Turquia estava “definitivamente sob ameaça”.

Conforme avança o jornal russo Kommersant citando fontes no governo da Rússia, os EUA e países-membros da OTAN não notificaram Moscou sobre a redução do arsenal nuclear na Europa.

Um dos interlocutores do jornal supôs que, se estas alterações aconteceram mesmo, poderiam estar ligadas à modernização das bombas.

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