União Europeia fecha novo acordo para obtenção de vacina

Arquivado em: Destaque do Dia, Saúde, Últimas Notícias, Vida & Estilo
Publicado sexta-feira, 18 de setembro de 2020 as 13:29, por: CdB

A União Europeia concordou em comprar uma vacina potencial contra a covid-19 da Sanofi e da GSK, no segundo acordo do bloco para garantir o fornecimento da imunização, à medida que o prazo para aderir ao projeto global de vacinas liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) se aproxima.

Por Redação, com Reuters – de Bruxelas/Brasília

A União Europeia concordou em comprar uma vacina potencial contra a covid-19 da Sanofi e da GSK, no segundo acordo do bloco para garantir o fornecimento da imunização, à medida que o prazo para aderir ao projeto global de vacinas liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) se aproxima.

UE fecha novo acordo para obtenção de vacina contra covid-19
UE fecha novo acordo para obtenção de vacina contra covid-19

O acordo terá as farmacêuticas francesa e britânica, que se uniram para fabricar uma vacina baseada em proteína recombinante que esperam ser aprovada no próximo ano, fornecendo à UE até 300 milhões de doses, de acordo com um tuíte da comissária de Saúde europeia, Stella Kyriakides.

O acordo desta sexta-feira confirma um anúncio feito em 31 de julho pelas duas empresas e segue um acordo anterior entre a UE e a AstraZeneca por até 400 milhões de doses.

Em troca do direito às doses, a Comissão Europeia financiará parte dos custos iniciais enfrentados pelos produtores de vacinas. As doses propriamente serão compradas pelos países da UE.

O novo acordo chega no dia limite para os membros da OMS aderirem ao programa Covax, que visa comprar vacinas contra a covid-19 e garantir que as imunizações sejam distribuídas de forma justa e eficiente.

Até o momento, 92 nações de baixa renda buscam assistência via Covax, parte de um programa da OMS para impulsionar o desenvolvimento de vacinas, terapias e diagnósticos para combater a pandemia.

Cerca de 80 países de renda mais alta expressaram interesse, mas muitos ainda precisam se associar enquanto lutam para garantir suprimentos separadamente.

França

A França fornecerá financiamento para a iniciativa, mas não comprará doses por meio dela, disse um funcionário do Ministério da Saúde na quinta-feira, depois que Paris decidiu fazer parte de um esquema conjunto organizado pela UE.

Atualmente, não existe uma vacina aprovada internacionalmente para covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, que matou mais de 946 mil pessoas em todo o mundo e prejudicou a economia global.

Para a Sanofi e a GSK, o negócio segue um acordo de US$ 2,1 bilhões com os Estados Unidos, em julho, para 100 milhões de doses, com opção de o governo norte-americano comprar mais 500 milhões, além de um acordo para entregar 60 milhões de doses ao Reino Unido.

Países latino-americanos

Diversos países latino-americanos informaram à Organização Mundial de Saúde (OMS) que pretendem pedir mais tempo para se registrarem para o plano global de alocação de vacinas para a covid-19, batizado de Covax, afirmou uma autoridade de um braço regional da OMS na quinta-feira.

Países tem até a meia-noite de sexta-feira para formalizar os compromissos legalmente vinculantes à Covax, um mecanismo para a aquisição coletiva e distribuição igualitária de eventuais vacinas.

Um representante para a Aliança Gavi, o secretariado da Covax, disse por e-mail que os detalhes sob os quais os governos dos países aderiram à Covax serão disponibilizados publicamente após o prazo.

Autoridades de saúde do México, que tem o pior quadro da pandemia na América Latina depois do Brasil, anunciaram que assinariam o compromisso a tempo. O Brasil, que tem o quadro mais grave depois dos Estados Unidos e da Índia, pediu mais tempo para tomar uma decisão.

Mais de 170 países aderiram ao plano global para compra e distribuição de doses de vacina contra a covid-19 de maneira justa e por todo o mundo, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na quinta-feira.

O diretor-assistente da Organização Panamericana de Saúde, Jarbas Barbosa, disse em um pronunciamento na quarta-feira que os países latino-americanos estavam apresentando problemas para cumprir o prazo e que alguns queriam adiar a data estabelecida.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *