Ex-candidato presidencial de Belarus é condenado a 14 anos de prisão

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Publicado terça-feira, 6 de julho de 2021 as 12:04, por: CdB

 

O ex-candidato à Presidência de Belarus e um dos principais líderes da oposição do país, Viktor Babariko, foi condenado a 14 anos de prisão pela Corte Suprema nesta terça-feira. O político foi um dos principais adversários do presidente Aleksandr Lukashenko nas eleições de 2020.

Por Redação, com ANSA – de Minsk

O ex-candidato à Presidência de Belarus e um dos principais líderes da oposição do país, Viktor Babariko, foi condenado a 14 anos de prisão pela Corte Suprema nesta terça-feira. O político foi um dos principais adversários do presidente Aleksandr Lukashenko nas eleições de 2020.

O ex-candidato à Presidência de Belarus e um dos principais líderes da oposição do país, Viktor Babariko, foi condenado a 14 anos de prisão

Segundo a mídia local, Barbariko foi condenado por lavagem de dinheiro com fundos obtidos “de maneira criminosa” e de ter recebido um “grande suborno” enquanto era diretor do Belgazprombank, a filial no país do banco da empresa russa Gazprom.

Ainda conforme a mídia estatal de Belarus, o político teria “criado um grupo organizado entre os vice-presidentes” da Belgazprombank para receber subornos de diversos empresários, em um total de 30,5 milhões de rublos bielorrussos (cerca de R$ 62 milhões).

No entanto, governos ocidentais e organizações de direitos humanos veem a prisão como uma questão política de Lukashenko.

Em pesquisas informais, antes das eleições de agosto do ano passado, Barbariko era apontado como principal rival de Lukashenko.

No entanto, assim que anunciou que iria se candidatar à Presidência, em 18 de junho de 2020, o político e seu filho foram presos e impedidos pela Comissão Eleitoral de disputar o cargo por conta da investigação em andamento.

Em nota, o porta-voz do Serviço Europeu para Ação Externa, Peter Stano, afirmou que “a União Europeia pede a libertação imediata e incondicional de Viktor Barbariko, além de todos os prisioneiros políticos, jornalistas detidos e as pessoas que estão atrás das grades por exercitarem os seus direitos fundamentais”.

– Essa sentença é um dos, ao menos, 125 recentes vereditos injustos e arbitrários dos tribunais de Belarus em processos politicamente motivados, muitos feitos a portas fechadas e sem um processo justo e legal. Hoje, Belarus tem mais de 530 prisioneiros políticos, centenas de casos documentados de tortura e uma contínua repressão contra todos os segmentos da sociedade – destacou ainda o representante da UE.

Para Stano, “o regime de Lukashenko viola claramente os direitos humanos internacionais que se comprometeu a defender”.

Medidas restritivas

O representante europeu ainda lembrou que, desde outubro do ano passado, a UE “impôs medidas restritivas por conta das contínuas intimidações e à repressão violenta dos manifestantes pacíficos, membros da oposição e jornalistas”. Stano ainda não descartou que sejam impostas mais punições ao governo Belarus.

Em junho deste ano, o bloco europeu anunciou seu quarto pacote de sanções contra aliados de Lukashenko, militares de alto escalão e juízes aliados ao regime. A medida foi seguida também por Reino Unido, Estados Unidos e Canadá.

Para os governos ocidentais, Lukashenko é considerado o “último ditador da Europa” por estar no poder desde 1994. As últimas eleições foram apontadas como “fraudulentas” por órgãos internacionais tanto por conta de problemas no dia das votações em si como pela proibição de diversos opositores de se candidatarem ao cargo. Praticamente todos os que tinham algum maior conhecimento nacional foram acusados de crimes ou presos às vésperas da disputa.

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