Ex-chefes de defesa alertam que acordo do Brexit ameaça segurança nacional

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Publicado quinta-feira, 10 de janeiro de 2019 as 14:03, por: CdB

O ex-chefe do Serviço Secreto de Inteligência Richard Dearlove e o ex-chefe do Estado Maior de Defesa Charles Guthrie advertiram que o acordo “ameaçará a segurança nacional do país.

Por Redação, com Reuters – de Londres/Paris

Dois ex-chefes da área de defesa britânicos disseram que o acordo do Brexit da primeira-ministra Theresa May ameaça a segurança nacional se for aprovado pelos parlamentares na próxima semana, noticiou a Sky News nesta quinta-feira.

Ativistas favoráveis e contrários ao Brexit fazem manifestação perto do Parlamento, em Londres

O ex-chefe do Serviço Secreto de Inteligência Richard Dearlove e o ex-chefe do Estado Maior de Defesa Charles Guthrie advertiram que o acordo “ameaçará a segurança nacional do país de maneiras fundamentais”, numa carta aos líderes do Partido Conservador obtida pela Sky.

Com menos de três meses antes do prazo para deixar a União Europeia, May está enfrentando dificuldades para conseguir a aprovação de seu acordo do Brexit, aumentando as chances de que o Reino Unido precise sair do bloco sem um acordo de separação.

Uma saída sem acordo é o cenário padrão se os termos de May forem rejeitados e a perspectiva de possíveis interrupções em cadeias de fornecimento, escassez de remédios e do bloqueio de portos tem estimulado companhias e governos a reforçar planejamentos de contingência.

Alguns simpatizantes do Brexit afirmam que uma saída sem acordo é a única forma de verdadeiramente deixar a UE e que os alertas para as consequências econômicas deste cenário têm sido superestimadas para atrair apoio ao acordo obtido por May.

Mas uma maioria de parlamentares de todo o espectro político se opõem a um Brexit sem acordo e prometem tornar mais difícil para o governo promover a saída do bloco sem um acordo.

Popularidade de Macron

A popularidade do presidente da França, Emmanuel Macron, recuperou-se em janeiro, mostra uma pesquisa divulgada na terça-feira, depois que seu governo fez uma série de concessões para encerrar uma onda de protestos dos chamados “coletes amarelos” contra o alto custo de vida.

As manifestações que agitaram a França a partir de novembro contribuíram para retrair ainda mais a aprovação de Macron no final do ano passado, com sua popularidade caindo a mínimas recordes em meio aos protestos que começaram com a insatisfação contra taxas de combustíveis.

As taxas foram revogadas no início de dezembro, e desde então Macron concedeu outras medidas para apaziguar os protestos, entre elas o aumento de salários para os mais pobres.

Após dois meses seguidos de queda, a taxa de aprovação do presidente de 41 anos saltou 5 pontos percentuais, para 28 por cento em janeiro, na comparação com o mês anterior, segundo a pesquisa Ifop-Fiducial feita para a revista Paris Match e a Sud Radio.

Outras pesquisas recentes também mostraram uma melhora na popularidade de Macron no fim de dezembro, embora menor.

A pesquisa do instituto Ifop foi feita com 1.014 pessoas entre os dias 3 e 4 de janeiro, antes das mais recentes passeatas, no último sábado, quando manifestantes incendiaram motocicletas e montaram barricadas em chamas em Paris.

O governo francês tem endurecido, e disse que iria reprimir com mais rigor os protestos não comunicados e a violência ligada às manifestações.

O comparecimento aos protestos por toda França ganhou força no último fim de semana, depois de perderem fôlego durante as festas de fim de ano.

Os entrevistados pelo Ifop disseram que o maior êxito de Macron tem sido a defesa dos interesses da França fora do país, mas apenas 19 por cento respondeu acreditar que ele entende as preocupações do eleitor. Enquanto isso, 30 por cento aprovaram suas políticas econômicas.

Eleito em meados de 2017 com uma plataforma de liberalização da economia, Macron tem prometido levar adiante seu programa de reformas e reestruturação das instituições francesas, apesar da crise com os “coletes amarelos”.

União Europeia

Com a proximidade das eleições para a União Europeia, marcadas para maio, mais um grande teste para Macron, o partido de extrema direita Reunião Nacional, antes conhecido como a Frente Nacional liderada por Marine Le Pen, tem ganhado força, segundo a pesquisa Ifop.

Pela primeira vez desde maio de 2017 os dados da pesquisa mostraram que o partido de Le Pen passou a ser visto como o que mais representa a principal oposição ao governo, de acordo com 35 por cento dos entrevistados, ficando logo a frente do La France Insoumise, de estrema esquerda.

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