Ex-gerente de campanha de Trump processa procurador que investiga laços com Rússia

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Publicado quinta-feira, 4 de janeiro de 2018 as 11:10, por: CdB

A ação civil pode ser o primeiro teste legal da abrangência da atuação de Mueller, uma questão crítica para suas investigações sobre os negócios financeiros

Por Redação, com Reuters – de Washington:

Paul Manafort, ex-gerente de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, processou o procurador especial Robert Mueller, na quarta-feira, alegando que a investigação sobre um possível conluio entre a campanha de Trump e a Rússia liderada por ele ultrapassa sua autoridade legal.

Paul Manafort, ex-gerente de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião em Manhattan, Nova York

A ação civil pode ser o primeiro teste legal da abrangência da atuação de Mueller; uma questão crítica para suas investigações sobre os negócios financeiros, imobiliários e de outros tipos de Manafort e outras pessoas.

Pelos termos da ordem emitida pelo vice-secretário de Justiça dos Estados Unidos, Rod Rosenstein, ao indicar Mueller em maio, o procurador especial pode não somente apurar ligações ou uma coordenação entre a campanha de Trump e a Rússia, mas também averiguar “quaisquer questões que vieram à tona ou possam vir à tona diretamente” da investigação.

A equipe de Mueller indiciou Manafort e seu parceiro de negócios, Rick Gates; em outubro devido a acusações como conspiração para lavar dinheiro; conspiração contra os EUA e omissão por não se registrarem como agentes estrangeiros do ex-governo pró-Moscou da Ucrânia.

A ação civil de Manafort, registrada em um tribunal do distrito de Columbia; acusa Rosenstein de exceder sua autoridade legal “para conceder ao senhor Mueller carta branca para investigar; e apresentar acusações criminais ligadas a qualquer coisa com que ele se depare”.

Além dos indiciamentos de Manafort e Gates, o escritório de Mueller obteve confissões de culpa de Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional de Trump, e de George Papadopoulos, ex-assistente de campanha; por mentirem ao FBI.

Casos

Os dois casos, ao contrário do indiciamento de Manafort, se relacionam às comunicações de Flynn e Papadopoulos com russos durante seu trabalho para a campanha de Trump.

O indiciamento de Manafort não se referiu a nenhuma atividade relacionada ao seu trabalho com a campanha presidencial de Trump de 2016; e a ação civil pediu à corte que “descarte todas as ações” adotadas até agora contra ele.

Uma porta-voz do Departamento de Justiça classificou a ação civil de “frívola”. Mas acrescentou que Manafort “tem direito de propor a demanda que quiser”.Um porta-voz do escritório de Mueller não quis comentar. Trump negou o conluio com a Rússia, e Moscou negou ter interferido na campanha norte-americana de 2016.

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