Ex-mulher de Bolsonaro presta depoimento sobre esquema de ‘rachadinha’

Arquivado em: Destaque do Dia, Rio de Janeiro, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 9 de julho de 2020 as 13:00, por: CdB

O depoimento, por videoconferência, ocorre porque a suspeita vive em Resende, no Sul do Estado do Rio, onde moram outros parentes dela, também acusados de participar do esquema de ‘rachadinha’.

Por Redação – do Rio de Janeiro

Ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a hoje assessora da Câmara Municipal de Resende (RJ) Ana Cristina Siqueira Valle havia confirmado, na manhã desta quinta-feira, seu depoimento ao Ministério Público do Rio. O interrogatório ocorre no âmbito da investigação contra o segundo filho do mandatário neofascista, o vereador carioca Carlos Bolsonaro. Ele é suspeito de empregar funcionários fantasmas e de praticar ‘rachadinha’ na Câmara Municipal. Ana Cristina, que não é a mãe dele, teria sido empregada sem comparecer para trabalhar, no gabinete.

Ana Cristina, que atua fortemente em favor do clã Bolsonaro, prestou depoimento ao MP
Ana Cristina, que atua fortemente em favor do clã Bolsonaro, prestou depoimento ao MP

O depoimento, por videoconferência, ocorre porque a suspeita vive em Resende, no Sul do Estado do Rio, onde moram outros parentes dela, também acusados de participar do esquema. Os advogados de Ana Cristina confirmaram a realização do depoimento, sem revelar o horário em que ocorrerá.

Investigados

Ana Cristina permaneceu entre 2001 e 2008 lotada no gabinete de Carlos Bolsonaro, mesmo morando em outro município. Outros parentes do então deputado estadual também ganharam empregos na Câmara do Rio, o que passou a ser considerado nepotismo pelo Supremo Tribunal Federal apenas em 2008.

A investigação contra Carlos começou em julho do ano passado, um ano depois do processo contra o filho ‘01’ do presidente, Flávio, ser aberto. Era, até este mês, tocada por um grupo ligado à Procuradoria-Geral de Justiça, por causa do foro especial. Agora, contudo, com base em decisão recente do STF sobre a ausência de foro para vereadores, o caso desceu para a primeira instância do MP.

Na atual etapa do processo, os depoimentos não são obrigatórios. Os outros familiares de Ana Cristina, por exemplo, não falaram aos investigadores.