Ex-presidente egípcio é enterrado no Cairo

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Publicado terça-feira, 18 de junho de 2019 as 10:44, por: CdB

A Irmandade Muçulmana descreveu a morte de Mursi como um “assassinato explícito” e pediu reuniões em massa para marcar seu falecimento.

Por Redação, com Reuters – do Cairo

O ex-presidente egípcio Mohamed Mursi foi enterrado durante uma cerimônia familiar discreta no Cairo na manhã desta terça-feira, um dia depois de sofrer um ataque cardíaco fatal em um tribunal, disseram seus filhos.

Mursi aparece em julgamento em tribunal no Cairo

Homenagens tomaram as redes sociais. Primeiro chefe de Estado eleito democraticamente na história moderna do Egito, e deposto pelo Exército em 2013, ele foi sepultado ao lado dos túmulos de outros membros destacados da hoje proscrita Irmandade Muçulmana, disse Abdullah Mohamed Mursi à Reuters.

– Lavamos seu corpo nobre no hospital da prisão de Tora, lemos preces para ele no hospital da prisão – escreveu outro filho, Ahmed Mursi, no Facebook.

A Irmandade Muçulmana descreveu a morte de Mursi como um “assassinato explícito” e pediu reuniões em massa para marcar seu falecimento.

Autoridades

As ruas da capital, onde as autoridades vêm reprimindo islâmicos desde a deposição de Mursi, estavam tranquilas na manhã desta terça-feira. Mas a Turquia, que apoiou a presidência islâmica de Mursi, disse que realizará funerais simbólicos em suas 81 províncias ainda nesta terça-feira.

Outros ex-aliados de Mursi e oponentes do atual presidente egípcio, o ex-chefe do Exército Abdel Fattah al-Sisi, expressaram seus pêsames em postagens nas redes sociais, alguns criticando as condições em que Mursi era mantido.

Mursi morreu na segunda-feira depois de desmaiar em um tribunal do Cairo em que era julgado por acusações de espionagem, disseram autoridades e uma fonte médica. O político, de 67 anos, estava preso desde sua deposição, ocorrida quando mal havia completado um ano no cargo, na esteira de protestos em massa contra seu governo.

A segurança foi reforçada na noite de segunda-feira nos arredores da prisão do Cairo onde Mursi ficou detido e em Sharqiya, sua província natal, onde fontes de segurança disseram que o Ministério do Interior declarou um estado de alerta.

Não houve um aumento notável na segurança no centro do Cairo na manhã desta terça-feira. A mídia egípcia, que é intensamente controlada, deu pouca atenção à notícia.

Só um dos grandes jornais, o diário privado Al-Masry Al-Youm, estampou a notícia em sua primeira página, enquanto outros a ignoraram ou publicaram notas em páginas internas sem mencionar que Mursi foi presidente.

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