Exército da Síria renova ataques sobre áreas sitiadas

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Publicado segunda-feira, 30 de abril de 2018 as 13:46, por: CdB

Mas ataques com mísseis contra várias bases militares do governo no domingo, que ninguém reivindicou, apesar da especulação em Israel de que militares israelenses foram responsáveis

Por Redação, com Reuters – de Beirute:

O Exército da Síria realizou um bombardeio de grande escala contra um enclave rebelde nesta segunda-feira e se preparou para a retirada de insurgentes de outro, no momento em que o presidente sírio, Bashar al-Assad, se empenha em eliminar os últimos bastiões sitiados de seus opositores.

Soldados leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, perto de Damasco

Mas ataques com mísseis contra várias bases militares do governo no domingo, que ninguém reivindicou, apesar da especulação em Israel de que militares israelenses foram responsáveis, sublinharam o risco de uma escalada maior no conflito de sete anos.

Exército

Mais de 140 ataques do Exército sírio atingiram a cidade de Rastan e vilarejos vizinhos no enclave rebelde, localizado entre as cidades de Hama e Homs, na manhã desta segunda-feira simultaneamente a bombardeios constantes, informou o grupo de monitoramento Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Na semana passada, um ministro do governo sírio disse que o enclave seria o alvo seguinte do Exército depois de este retomar todas as áreas insurgente nos arredores da capital, uma meta que parece mais próxima com o recuo esperado dos rebeldes do sul de Damasco.

Apesar da posição cada vez mais forte de Assad contra seus opositores desde que a entrada da Rússia na guerra em 2015 proporcionou uma série de vitórias nos campos de batalha, o envolvimento de várias potências regionais e globais ameaça instigar ainda mais o confronto.

Autoria dos ataques

Ninguém assumiu a autoria dos ataques com mísseis que atingiram diversas bases próximas de Hama e Aleppo de madrugada, causando grandes explosões, e o Exército sírio só acusou uma “agressão” de seus inimigos.

Mas Israel já realizou ataques na Síria para impedir o Irã, aliado de Assad, de se fortalecer ou de transferir armas ao grupo libanês Hezbollah, e muitos especulam que o Estado judeu esteve por trás das ações.

Um porta-voz dos militares israelenses disse que não comentará reportagens estrangeiras.