Exército iemenita e militantes houthis voltam a acusar-se de romper trégua

Arquivado em: Destaque do Dia, Mundo, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 20 de dezembro de 2018 as 11:37, por: CdB

As tropas governamentais, apoiadas pela coalizão árabe, lançaram em junho deste ano uma ofensiva para recuperar Hodeida, controlada pelos rebeldes desde 2014, uma campanha que interromperam em duas ocasiões para permitir as negociações de paz.

Por Redação, com EFE – de Saná

O exército do Iêmen e os rebeldes houthis voltaram a acusar-se mutuamente nesta quinta-feira de não respeitar o cessar-fogo e infringir a trégua que ambas partes declararam na terça-feira passada na estratégica cidade portuária de Hodeida.

O exército do Iêmen e os rebeldes houthis voltaram a acusar-se mutuamente nesta quinta-feira de não respeitar o cessar-fogo

Em seu site, o jornal oficial das forças armadas iemenitas acusou os houthis de disparar com artilharia contra uma mesquita em Duraihimi, ao sul de Hodeida, o que causou sua destruição e danos em casas vizinhas.

Além disso, acrescentou que “atacaram com artilharia os bairros residenciais no litoral oeste indiscriminadamente, o que causou vítimas civis, incluindo mulheres e crianças”, sem dar mais detalhes.

Por sua parte, a emissora de televisão Al Masira, dos houthis, afirmou que as tropas do governo bombardearam ontem à noite o hotel Al Rafahia, no leste da cidade.

O cessar-fogo entrou em vigor na terça-feira, mas as duas partes trocaram ataques e também as acusações de violá-lo.

A expectativa é que uma equipe das Nações Unidas chegue a Saná nas próximas 48 horas para verificar a aplicação do cessar-fogo em Hodeida.

Representantes do governo e dos houthis selaram na semana passada um acordo na Suécia com mediação da ONU pelo qual se comprometeram a aplicar um cessar-fogo em Hodeida e a retirar as forças desta cidade em um prazo de 21 dias após a implementação da cessação de hostilidades.

As tropas governamentais, apoiadas pela coalizão árabe, lançaram em junho deste ano uma ofensiva para recuperar Hodeida, controlada pelos rebeldes desde 2014, uma campanha que interromperam em duas ocasiões para permitir as negociações de paz.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *