Exército sírio avança sobre áreas dominadas por radicais, em Aleppo

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Publicado domingo, 16 de fevereiro de 2020 as 18:56, por: CdB

Os avanços recentes do governo sírio na região abalaram a frágil cooperação entre Ancara e Moscou, que apoiam lados diferentes do conflito, mas têm colaborado em busca de uma solução política à guerra que dura quase nove anos.

Por Redação, com Irna – de Damasco

Forças do governo da Síria fizeram avanços significativos neste domingo na província de Aleppo, segundo fontes militares no noroeste do país, tomando a maior parte da região controlada por radicais islâmicos, um dia antes de uma nova rodada de discussões entre Turquia e Rússia sobre a escalada do conflito na região.

Rebeldes sírios apoiados pela Turquia na cidade de Tadef, em Aleppo, recuam diante do aumento significativo de ataques do exército regular sírio

Os avanços recentes do governo sírio na região abalaram a frágil cooperação entre Ancara e Moscou, que apoiam lados diferentes do conflito, mas têm colaborado em busca de uma solução política à guerra que dura quase nove anos.

A Turquia, que apoia rebeldes que tentam derrubar o presidente sírio Bashar al-Assad, está irritada desde que ataques sírios à região de Idlib mataram 13 soldados turcos em duas semanas. Pediu que a Rússia interrompa os ataques, alertando que usaria força militar para obrigar as forças sírias a recuar, a menos que elas se retirem até o fim do mês.

Milícias

No domingo, aviões de guerra da Rússia realizaram fortes ataques aéreos na província de Aleppo, bombardeando cidades como Anadan, que posteriormente foi tomada por forças sírias auxiliadas por milícias apoiadas pelo Irã, afirmaram ativistas.

Fontes militares dos rebeldes afirmaram que soldados da oposição retiraram-se da área, incluindo Anadan e a cidade de Haritan.

— No primeiro dia, eles tomaram uma área onde durante oito anos não conseguiram tomar uma única vila. É um avanço muito rápido do regime (sírio) na região. As facções retiraram-se da maior parte da área — disse Rami Abdulrahman, diretor do Observatório de Direitos Humanos da Síria, baseado no Reino Unido.

O Observatório, de orientação ocidental, afirmou que as forças sírias tomaram 13 cidades e vilas na região.

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