Explosão reivindicada pelo Estado Islâmico deixa mortos nas Filipinas

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Publicado terça-feira, 31 de julho de 2018 as 12:20, por: CdB

O uso de carros-bomba é extremamente raro nas Filipinas, apesar das décadas de violência separatista e islâmica que desestabilizou a região de Mindanao e atraiu extremistas estrangeiros

Por Redação, com Reuters – de Manila:

Uma bomba explodiu em uma van no turbulento sul das Filipinas nesta terça-feira, deixando 11 mortos em um posto de verificação militar, no que militantes do Estado Islâmico descreveram como um ataque suicida.

Uma bomba explodiu em uma van no turbulento sul das Filipinas nesta terça-feira

A detonação ocorreu em Basilan, ilha que abriga o grupo criminoso Abu Sayya, conhecido por seus sequestros, e que foi o lar do antigo “emir” do Estado Islâmico no sudeste asiático, morto por tropas filipinas no ano passado.

Um suspeito, um soldado, cinco paramilitares e quatro civis, incluindo uma mãe e seu filho, morreram, e sete pessoas ficaram feridas na explosão, disse um porta-voz do Exército.

O uso de carros-bomba é extremamente raro nas Filipinas, apesar das décadas de violência separatista e islâmica que desestabilizou a região de Mindanao e atraiu extremistas estrangeiros.

Estado Islâmico

Em comunicado emitido por sua agência de notícias Amaq, o Estado Islâmico reivindicou responsabilidade pelo ataque, que chamou de “operação de martírio”.

O porta-voz presidencial, Harry Roque, repudiou o ataque, que classificou como um “crime de guerra” e “um uso ilegal de força, mesmo em tempos de conflito armado”.

A explosão desta terça-feira aconteceu momentos depois de soldados deterem o veículo para falar com o motorista, que estava sozinho e provavelmente detonou a bomba, disseram os militares.

Um soldado que testemunhou o ataque disse em uma entrevista à rádio privada DZMM que o motorista falou em um dialeto desconhecido e que podia ser estrangeiro.

Mas o porta-voz militar, coronel Edgard Arevalo, afirmou que as forças de segurança estão investigando e que ainda não há base para se concluir que o incidente foi um ataque suicida ou que foi realizado por um estrangeiro.

Informações de inteligência indicaram que os militantes planejavam fabricar bombas caseiras e atacar bases do Exército, acrescentou.

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