Exportações e importações da China caem em setembro

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Publicado segunda-feira, 14 de outubro de 2019 as 11:22, por: CdB

As exportações em setembro caíram 3,2% sobre o ano anterior, maior queda desde fevereiro, mostraram dados da alfândega nesta segunda-feira.

Por Redação, com Reuters – de Pequim

A queda nas exportações da China se intensificou em setembro enquanto as importações contraíram pelo quinto mês seguido, indicando mais fraqueza na economia e destacando a necessidade de mais estímulo em meio à guerra comercial com os Estados Unidos.

Analistas dizem que pode levar tempo para que as exportações chinesas se recuperem em meio à desaceleração do crescimento global, apesar de sinais de um alívio nas tensões comerciais entre os dois países.

Economistas também atribuíram a queda nas importações e exportações ao fim do chamado efeito “embarque antecipado”
Economistas também atribuíram a queda nas importações e exportações ao fim do chamado efeito “embarque antecipado”

As exportações em setembro caíram 3,2% sobre o ano anterior, maior queda desde fevereiro, mostraram dados da alfândega nesta segunda-feira. Analistas esperavam recuo de 3% em pesquisa da Reuters, após declínio de 1% em agosto.

– Os números sugerem que a demanda global diminuiu no mês passado, somando-se à pressão das tarifas dos EUA que entraram em vigor em setembro – disseram analistas da Capital Economics.

Economistas também atribuíram o dado ao fim do chamado efeito “embarque antecipado”. Algumas empresas chinesas correram para embarcar produtos aos EUA antes do prazo de setembro, sustentando as leituras de exportação de julho e agosto.

As importações totais em setembro caíram 8,5% após queda de 5,6% em agosto, menor nível desde maio e contra expectativa de recuo de 5,2%.

Apesar de mais de um ano de medidas para impulsionar o crescimento, a demanda doméstica da China permanece fraca conforme incertezas econômicas pesam sobre a confiança empresarial e de consumidores, desencorajando novos investimentos.

A China informou um superávit comercial de US$ 39,65 bilhões no mês passado, contra excedente de US$ 34,84 bilhões. A projeção de analistas era de superávit de US$ 33,3.

O superávit comercial da China com os Estados Unidos ficou em US$ 25,88 bilhões em setembro, de US$ 26,96 bilhões.

As exportações chinesas aos EUA caíram 10,7% entre janeiro e setembro sobre o ano anterior em dólares, enquanto as importações dos EUA recuaram 26,4% no período, mostraram os dados da alfândega.

As importações de soja pela China em setembro caíram em 13,5% na comparação com o mês anterior, mostraram dados alfandegários nesta segunda-feria, à medida que uma epidemia de peste suína africana reduziu o rebanho chinês de porcos e reduziu a demanda por farelo de soja.

A China, maior mercado do mundo para soja, comprou 8,2 milhões de toneladas da oleaginosa em setembro, ante 9,48 milhões no mês anterior, segundo os dados da Administração Geral de Alfândegas.

Ajustes para gerenciar economia

A pressão negativa sobre a economia da China está aumentando e o governo fará bom uso de ajustes contracíclicos para manter as operações econômicas dentro de um patamar razoável, afirmou o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, segundo a televisão estatal.

A China estabilizará o emprego e os preços e expandirá o investimento efetivo, disse Li, de acordo com o veículo.

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