Fabricante de drones DJI vê perdas de US$ 150 milhões por corrupção, diz relatório

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Publicado sexta-feira, 18 de janeiro de 2019 as 12:07, por: CdB

Diversas companhias de tecnologia chinesas recentemente lançaram iniciativas para eliminar corrupção e, mais cedo neste mês, a gigante chinesa de transporte compartilhado Didi Chuxing disse que demitiu mais de 80 funcionários em 2018 por corrupção.

Por Redação, com Reuters – de Xangai

A maior fabricante do mundo de drones para consumidores, a chinesa SZ DJI Technology, prevê perdas de mais de 1 bilhão de iuanes (US$ 150 milhões) em 2018 devido à corrupção interna, disse a publicação estatal China Securities Journal nesta sexta-feira.

A maior fabricante do mundo de drones para consumidores, a chinesa SZ DJI Technology, prevê perdas de mais de 1 bilhão de iuanes

O jornal citou um relatório interno da companhia sobre corrupção, que informou que mais de 40 pessoas foram investigadas na DJI. A empresa não respondeu imediatamente um pedido de comentário da agência inglesa de notícias Reuters sobre o relatório.

Diversas companhias de tecnologia chinesas recentemente lançaram iniciativas para eliminar corrupção e, mais cedo neste mês, a gigante chinesa de transporte compartilhado Didi Chuxing disse que demitiu mais de 80 funcionários em 2018 por corrupção.

Segundo o jornal, o departamento de Recursos Humanos da DJI disse que empregava 12 mil pessoas até o fim de 2018 e espera crescer a 14 mil até o fim deste ano.

Tesla vai cortar 7% da força de trabalho

A montadora norte-americana de carros elétricos Tesla anunciou nesta sexta-feira que vai demitir cerca de 7 %  de sua força de trabalho, em um momento em que tenta elevar a produção do sedã Model 3.

– Volume maior e melhorias no projeto de produção são essenciais para a Tesla conseguir as economias de escala exigidas para a produção do Model US$ 3 a US$ 35 mil e ainda ser uma companhia viável – disse a montadora.

Foxconn corta 50 mil vagas temporárias

Maior montadora de iPhones da Apple, a Foxconn demitiu cerca de 50 mil trabalhadores temporários na China desde outubro, meses antes do normal, publicou o jornal Nikkei nesta sexta-feira.

A escala dos cortes não é necessariamente maior que a de anos anteriores, mas ocorre significativamente mais cedo, de acordo com a reportagem, que cita fonte da indústria familiarizada com a situação.

– É bem diferente este ano pedir que trabalhadores da linha de montagem saiam antes do fim do ano – disse a fonte ao Nikkei.

A Foxconn, formalmente conhecida como Hon Hai Precision Industry, não estava imediatamente disponível para comentar o assunto.

No início deste mês, o Nikkei havia noticiado que a Apple cortou o plano de produção do trimestre para novos iPhones em 10 %  devido à desaceleração da demanda na China, maior mercado de smartphones do mundo.

Facebook bloqueia contas

O Facebook afirmou na quinta-feira que removeu centenas de contas criadas na Rússia, por entender que elas estavam envolvidas em comportamento coordenado inadequado, incluindo algumas ligadas à agência estatal de notícias Sputnik.

Em comunicado, a Sputnik classificou a decisão da rede social como política e que o Facebook censurou sete páginas do de seus escritórios de notícias em países vizinhos.

O diretor de política de cibersegurança do Facebook, Nathaniel Gleicher, disse que descobriu duas operações distintas originadas na Rússia, com uma ativa em vários países no Leste Europeu e outra específica para Ucrânia.

O Facebook informou que removeu cerca de 364 páginas e contas em países do Mar Báltico, da Ásia Central, do Cáucaso e partes da Europa, que estariam ligadas a empregados do Sputnik.

– Apesar das deturpações de identidade, descobrimos que essas páginas e contas estavam relacionadas a empregados do Sputnik – escreveu Gleicher. “Algumas das páginas frequentemente postavam sobre tópicos como sentimento anti-OTAN, protestos e movimentos anticorrupção”.

O Facebook tem sido alvo de críticas nos últimos anos por sua admitida lentidão em desenvolver ferramentas para combater conteúdo extremista e operações de propaganda.

A companhia e outras redes sociais miram a interferência de estrangeiros em suas plataformas, após críticas por não fazerem o suficiente para detectar, interromper e revelar atuação russa para influenciar o resultado das eleições dos EUA em 2016.

Irã e Rússia negaram acusações de que usaram plataformas de mídia social para lançar campanhas de desinformação, mas o Facebook e o Twitter removeram 2 milhões de publicações e desativaram contas ligadas a esforços para influenciar as operações nas eleições de novembro passado.

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