Facebook anula esperanças de arbitragem salarial

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Publicado sexta-feira, 22 de maio de 2020 as 13:05, por: CdB

A empresa, uma das maiores empregadoras do Vale do Silício, está dando aos funcionários norte-americanos aprovados para trabalhar remotamente até 1º de janeiro de 2021 para atualizar a empresa sobre onde eles planejam se basear.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco/Dublin

Com a adoção do trabalho remoto permanente pelo Facebook na quinta-feira, o presidente-executivo Mark Zuckerberg desamarrou uma das maiores empresas do Vale do Silício do local que a incubou.

Com planos de trabalho remoto permanente, Facebook anula esperanças de arbitragem salarial
Com planos de trabalho remoto permanente, Facebook anula esperanças de arbitragem salarial

Mas ele também frustrou um sonho do Vale do Silício: que os profissionais de tecnologia pudessem levar seus generosos salários enquanto fugiam dos esmagadores custos de moradias, das calçadas sujas e estradas lotadas da área.

Conforme as medidas de isolamento entram no terceiro mês, populares fóruns de trabalhadores de tecnologia bem remunerados se iluminavam com fantasias de trabalhar a longo prazo em praias tropicais e casas espaçosas em pequenas cidades acessíveis no Centro-Oeste.

“Isso significa que eu poderia me candidatar a um emprego no Vale do Silício e trabalhar remotamente, digamos, no Caribe?”, escreveu um usuário no Blind, um aplicativo desenvolvido para permitir que os trabalhadores trocassem informações anonimamente.

Temo que não, disse Zuckerberg, dirigindo-se a funcionários em uma transmissão ao vivo em sua página do Facebook.

A empresa, uma das maiores empregadoras do Vale do Silício, está dando aos funcionários norte-americanos aprovados para trabalhar remotamente até 1º de janeiro de 2021 para atualizar a empresa sobre onde eles planejam se basear; nesse momento, seus salários serão ajustados para refletir o custo de vida local.

Metade da força de trabalho

Zuckerberg disse que espera que metade da força de trabalho do Facebook aceite a oferta nos próximos cinco a 10 anos.

Um porta-voz do Facebook disse que a empresa não estava planejando demissões, mudanças obrigatórias ou ajustes salariais para os funcionários que optarem por ficar na área.

A empresa adotará uma abordagem mais calculada com os funcionários atuais, com base na sua função e desempenho, disse ele, e estabelecerá o prazo de 1º de janeiro de 2021 para que a equipe atualize a empresa sobre sua localização.

O Facebook, que já disse que vai manter os planos de contratar 10 mil engenheiros de produtos e funcionários este ano, também construirá três novos hubs em Atlanta, Dallas e Denver, onde os trabalhadores remotos dessas áreas podem se reunir ocasionalmente.

– Estes não são necessariamente escritórios – disse Zuckerberg, embora a empresa deva criar “algum tipo de espaço físico” para acompanhá-los. “A ideia para esses hubs é que queremos criar uma escala. Queremos focar a energia de recrutamento em algumas cidades onde podemos chegar a centenas de engenheiros”.

Ele previu algumas economias ligadas a imóveis, alimentação e mão-de-obra, já que os altíssimos pacotes de remuneração do Vale do Silício serão ajustados se os funcionários do Facebook optarem por morar em regiões menos caras.

O efeito sobre os custos não é claro, disse Zuckerberg, já que a economia será parcialmente compensada por custos adicionais relacionados a viagens e tecnologias associadas à instalação de equipamentos de trabalho em casa.

Regulador irlandês questiona Apple

O Comissário de Protecção de Dados da Irlanda (DPC), principal regulador da Apple na União Europeia, disse na quinta-feira estar em contato com a empresa após um informante pedir que o órgão tome medidas sobre um programa que escuta gravações de usuários.

O órgão agiu após Thomas Le Bonniec, ex-contratado da Apple, escrever aos reguladores europeus de proteção de dados em 20 de maio para pressionar por investigações sobre essas práticas.

– O DPC entrou em contato com a Apple nesta questão que surgiu no verão passado e a Apple fez algumas mudanças – disse Graham Doyle, vice-comissário do DPC, em comunicado à agência inglesa de notícias Reuters.

– No entanto, continuamos conversando com a Apple após o lançamento desta declaração pública e aguardamos respostas – disse ele.

– Além disso, deve-se notar que o Conselho Europeu de Proteção de Dados está trabalhando na produção de orientações na área de tecnologias de assistente de voz.

A Apple não respondeu imediatamente a um pedido de comentário na quinta-feira.

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