Facebook divulga regras sobre políticas de postagem na rede

Arquivado em: Destaque do Dia, Internet, Redes Sociais, Tecnologia, Últimas Notícias
Publicado terça-feira, 24 de abril de 2018 as 11:22, por: CdB

Há anos o Facebook possui “padrões comunitários” sobre o que as pessoas podem postar. Mas apenas uma versão relativamente curta e geral estava disponível ao público

Por Redação, com Reuters – de São Francisco:

O Facebook divulgou nesta terça-feira regras para os tipos de postagens permitidos em sua rede social, dando muito mais detalhes do que nunca sobre o que é permitido em assuntos que vão desde o uso de drogas e trabalho sexual ao bullying, discurso de ódio e incitação à violência.

O Facebook divulgou nesta terça-feira regras para os tipos de postagens permitidos em sua rede social

Há anos o Facebook possui “padrões comunitários” sobre o que as pessoas podem postar. Mas apenas uma versão relativamente curta e geral estava disponível ao público; embora houvesse um documento interno muito mais detalhado para decidir quando as postagens; ou contas individuais deveriam ser removidas.

Agora, a empresa está fornecendo um documento mais longo em seu site para esclarecer a confusão; e ser mais aberto sobre suas operações; disse Monika Bickert, vice-presidente de política de produtos e contraterrorismo do Facebook.

– Você deve, quando chegar ao Facebook; entender onde estabelecemos essas linhas, o que está OK e o que não está bem – disse Bickert a repórteres em uma reunião na sede da empresa.

Críticas

O Facebook tem enfrentado duras críticas de governos e grupos de direitos humanos em muitos países por não fazer o suficiente; para conter o discurso de ódio e impedir que o serviço seja usado para promover o terrorismo; promover a violência sectária e divulgar atos como assassinatos e suicídios.

Ao mesmo tempo, a empresa também foi acusada de ceder a regimes repressivos; removendo conteúdos que criticam governos e fornecendo poucas informações sobre por que certas postagens e contas são removidas.

Novas políticas permitirão, pela primeira vez, que os usuários recorram da remoção de conteúdo individual. Anteriormente, apenas a remoção de contas, grupos e páginas podia ser contestada.

Conteúdo

O Facebook também está começando a fornecer a razão específica pela qual o conteúdo está sendo retirado para uma variedade maior de situações.

Maior rede social do mundo, o Facebook tornou-se uma fonte dominante de informação em muitos países ao redor do mundo. A plataforma usa tanto o software automatizado quanto um exército de moderadores; que agora somam 7,5 mil para remover textos, fotos e vídeos que violam suas regras. Sob pressão de vários governos; vem reforçando a equipe de moderadores desde o ano passado.

Monika Bickert disse em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters; que os padrões estão em constante evolução; baseados em parte na avaliação obtida de mais de 100 organizações externas e especialistas em áreas como o contraterrorismo e a exploração infantil.

– Todos devem esperar que eles sejam atualizados com frequência – disse ela.

A empresa considera mudanças em sua política de conteúdo a cada duas semanas em uma reunião chamada “Content Standards Forum”; liderada por Bickert. Um pequeno grupo de repórteres foi autorizado a observar a reunião na semana passada com a condição de que poderiam descrever o processo; mas não o conteúdo.

Na reunião de 17 de abril, cerca de 25 funcionários sentaram-se em torno de uma mesa de conferência; enquanto outros se juntaram via vídeo de Nova York; Dublin, Cidade do México, Washington e outros lugares.

Bickert, ex-promotora federal dos EUA, fez perguntas; forneceu informações e manteve a discussão em andamento. A reunião durou cerca de uma hora.

O Facebook está planejando uma série de fóruns públicos em maio e junho em diferentes países para obter mais avaliações sobre suas regras, disse Mary deBree, chefe de política de conteúdo do Facebook.

A versão mais longa do documento de padrões da comunidade, com cerca de 8.000 palavras, cobre uma ampla gama de palavras e imagens que o Facebook às vezes censura, com uma discussão detalhada de cada categoria.

Vídeos

Vídeos de pessoas feridas por canibalismo não são permitidos, por exemplo, mas tais imagens são permitidas; com uma tela de aviso se estiverem “em um ambiente médico”.

O Facebook há muito deixou claro que não permite que as pessoas comprem e vendam medicamentos controlados; maconha ou armas de fogo na rede social, mas o documento recém-publicado detalha o que outras falas sobre esses assuntos são permitidas.

O documento elabora sobre assédio e intimidação, barrando por exemplo “xingamento de menor”. Também proíbe o conteúdo proveniente de hacking “exceto em casos limitados de apelo noticioso”.

Os novos padrões

Os novos padrões da comunidade não incorporam procedimentos separados sob os quais os governos podem exigir a remoção de conteúdo que viole a lei local.

Nesses casos, segundo Bickert, solicitações formais por escrito são necessárias e são revisadas pela equipe jurídica do Facebook e pelos advogados externos. O conteúdo permitido sob os padrões da comunidade, mas que viola as leis locais -como a proibição na Tailândia de depreciar a família real- é bloqueado naquele país, mas não globalmente.

Os padrões da comunidade também não abordam informações falsas -o Facebook não proíbe, mas tenta reduzir sua distribuição- ou outras questões contenciosas, como o uso de dados pessoais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *