Facebook diz que usuários terão que aceitar anúncios direcionados mesmo sob a nova lei da UE

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Publicado quarta-feira, 18 de abril de 2018 as 11:45, por: CdB

A lei da UE, que entra em vigor no próximo mês, promete a maior mudança sobre privacidade online desde o nascimento da Internet. As empresas vão enfrentar multas se coletarem ou usarem informações pessoais sem permissão

Por Redação, com Reuters – de Menlo Park:

O Facebook Inc disse na terça-feira que vai continuar exigindo que as pessoas aceitem anúncios direcionados como condição de usar o seu serviço, uma postura que pode ajudar a manter seu modelo de negócio em grande parte intacto, apesar de uma nova lei de privacidade da União Europeia.

O Facebook Inc disse na terça-feira que vai continuar exigindo que as pessoas aceitem anúncios direcionados como condição de usar o seu serviço

A lei da UE, que entra em vigor no próximo mês, promete a maior mudança sobre privacidade online desde o nascimento da internet. As empresas vão enfrentar multas se coletarem ou usarem informações pessoais sem permissão.

O vice-chefe de privacidade do Facebook, Rob Sherman; disse que a rede social começará a buscar permissão dos europeus nesta semana; para diversas formas de uso do Facebook dos dados; mas afirmou que a opção de ser excluído do marketing direcionado não será possível.

O Facebook é um serviço amparado em publicidade – disse Sherman para repórteres na sede do Facebook.

Os usuários

Os usuários do Facebook poderão limitar os tipos de dados; que os anunciantes usam para direcionar suas campanhas, acrescentou ele; mas “todos os anúncios no Facebook são segmentados até certo ponto; e isso também é verdade para a publicidade off-line”.

O Facebook, a maior rede de mídia social do mundo, usará as chamadas “telas de permissão”; páginas cheias de texto que exigem que usuário pressione o botão para avançar; para notificar e obter aprovação.

As telas aparecerão no site do Facebook e no aplicativo de smartphone na Europa esta semana e globalmente nos próximos meses, disse Sherman.

As telas não darão aos usuários do Facebook a opção de “recusar”. Em vez disso, elas orientarão os usuários a “aceitar e continuar” ou “gerenciar a configuração de dados”, de acordo com cópias que a empresa mostrou a repórteres na terça-feira.

– As pessoas podem optar por não estar no Facebook, se quiserem – disse Sherman.

Reguladores

Reguladores, investidores e defensores da privacidade estão observando de perto como o Facebook planeja cumprir a lei da UE; não apenas porque o Facebook se envolveu em um escândalo de privacidade; mas também porque outras empresas podem seguir sua liderança na tentativa de limitar o impacto da saída de usuários.

No mês passado, o Facebook divulgou que as informações pessoais de milhões de usuários; principalmente nos Estados Unidos, haviam acabado erroneamente nas mãos da consultoria política Cambridge Analytica; levando a audiências no Congresso dos EUA e ao escrutínio mundial do compromisso do Facebook com a privacidade.

O vice-presidente financeiro do Facebook, David Wehner, alertou em fevereiro que a companhia poderia ver uma queda no uso devido à lei da UE, conhecida como o Regulamento Geral de Proteção de Dados.