Facebook elimina perfis falsos, ultradireita reclama e faz papel ridículo

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Publicado sexta-feira, 27 de julho de 2018 as 15:55, por: CdB

Pelas redes sociais, o deputado estadual Flavio Bolsonaro, filho do candidato neofascista a presidente Jair Bolsonaro, criticou a exclusão das contas responsáveis pela enxurrada de mentiras que, desde 2015, vem inundando as páginas do Facebook.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Horas após a eliminação de cerca de 300 perfis falsos, mantidos nas páginas do Facebook no Brasil, integrantes da ultradireita saíram em campo. Ao invés de apoiar a iniciativa da rede social para eliminar as chamadas ‘notícias falsas’ (ou fake news, em inglês), nomes ligados às forças reacionárias caíram em contradição.

Apenas meia-dúzia de militantes compareceu à convocação do MBL para protestar contra o Facebook
Apenas meia-dúzia de militantes compareceu à convocação do MBL para protestar contra o Facebook

Pelas redes sociais, o deputado estadual Flavio Bolsonaro, filho do candidato neofascista a presidente Jair Bolsonaro, criticou a exclusão das contas responsáveis pela enxurrada de mentiras que, desde 2015, vem inundando as páginas do Facebook. Muitas delas eram perfis ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL) e ao movimento Brasil 20, criado pelo empresário Flavio Rocha, ex-pré-candidato à Presidência pelo PRB.

“A censura covarde a diversas páginas feita pelo Facebook é mais uma prova de que está apenas começando a perseguição a quem se coloca como de direita. Precisamos de uma plataforma imune ao ‘Fakebook’ (…) Trarei novidades. Aguardem!.” , publicou o parlamentar no Twitter.

Cerca de 10 integrantes do MBL, em seguida, montaram acampamento em frente à sede da empresa norte-americana, no Centro de São Paulo. A manifestação, no entanto, tem sido ridicularizada nas mesmas bases em que os militantes do movimento neofascista usava para criticar as ações dos partidos de esquerda e centro-esquerda.

Mortadela

Militante do PT, Danielle Tristão sintetizou tais críticas:

“Ah não, gente, assistir ao MBL imitar o PT fazendo acampamento, não tem preço! To quase indo levar pão com mortadela pra eles”, escreveu.

Já a desembargadora Marília de Castro Neves, a mesma que divulgou informação falsa sobre a ex-vereadora Marielle Franco e debochou de uma professora com Síndrome de Down, voltou a cometer seus excessos, na internet.

Segundo a magistrada fluminense, o país vive uma “ditadura comunista”, disse, referindo-se à decisão do Facebook de tirar do ar as páginas que distribuíam mentiras e espalhava o ódio na política.

Segundo a desembargadora “o empenho do governo na utilização das urnas eletrônicas, comprovadamente fraudáveis, é indício seguro de que o candidato do ‘sistema’ será o vencedor das eleições”. E vai adiante: “É hora de parafrasearmos os franceses na Revolução de 1789: ÀS ARMAS, CIDADÃOS!!! FORMAI VOSSOS BATALHÕES!!!”

Contas falsas

O Facebook, no entanto, não remove notícias falsas da plataforma. A rede atua para reduzir a distribuição das chamadas ‘fake news’ e uma das formas de fazer isso é excluindo contas falsas.

Segundo Katie Harbath, diretora do conglomerado, o objetivo da ação é “reduzir a disseminação de notícias falsas”. Esta é “uma responsabilidade que levamos a sério”, acrescentou.

“Existe uma linha tênue entre notícias falsas e sátiras ou opiniões. Por esse motivo, não removemos notícias falsas do Facebook, mas, em vez disso, reduzimos significativamente sua distribuição”, informa a rede social em “Padrões da Comunidade”.

Quanto às contas falsas, o Facebook afirma que “a autenticidade é o pilar” da comunidade.

Comunicado

“Acreditamos que as pessoas se responsabilizam mais pelo que dizem e fazem quando usam identidades genuínas. É por isso que exigimos que as pessoas se conectem ao Facebook com o nome real.”

Neste ponto, a rede social afirma ainda que os usuários não devem se envolver em “comportamento não autêntico”, que inclui criar ou gerenciar “contas falsas; contas com nomes falsos; contas que participam de comportamentos não autênticos coordenados, ou seja, em que múltiplas contas trabalham em conjunto” com a finalidade de “enganar as pessoas”.
E foi justamente esta a justificativa que o Facebook deu ao remover as contas, após “rigorosa investigação”.

“Essas páginas e perfis faziam parte de uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”, afirmou a rede social em comunicado na quarta-feira.

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