Facebook lança recurso Reels do Instagram

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Publicado quarta-feira, 5 de agosto de 2020 as 13:12, por: CdB

O lançamento do Reels intensifica a disputa entre o Facebook e o TikTok, com as empresas se vendo como ameaça. Ambas planejam atrair mais adolescentes norte-americanos, muitos dos quais se juntaram ao TikTok nos últimos dois anos.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco/Lubbock, EUA

O Facebook lançou o recurso Reels do Instagram nos Estados Unidos e em mais de 50 outros países nesta quarta-feira, para competir com o aplicativo TikTok.

Facebook lança recurso Reels do Instagram em mais de 50 países
Facebook lança recurso Reels do Instagram em mais de 50 países

O lançamento mais amplo do aplicativo, que já estava disponível no Brasil, ocorre dias depois que a Microsoft disse que estava em negociações para adquirir as operações do TikTok nos EUA da chinesa ByteDance. A ByteDance concordou em alienar partes do TikTok, disseram fontes, sob pressão da Casa Branca, que ameaçou proibi-lo e outros aplicativos de propriedade chinesa por questões de segurança de dados.

O lançamento do Reels intensifica a disputa entre o Facebook e o TikTok, com as empresas se vendo como ameaça. Ambas planejam atrair mais adolescentes norte-americanos, muitos dos quais se juntaram ao TikTok nos últimos dois anos.

Além do Brasil, o Reels foi testado na França, Alemanha e Índia, que era o maior mercado do TikTok até o governo indiano o proibir no mês passado, após um choque de fronteira com a China. O Facebook também testou um aplicativo independente chamado Lasso, que não ganhou muita força.

Semelhante ao TikTok, os usuários do Reels podem gravar curtos vídeos verticais em dispositivos móveis e adicionar efeitos especiais e trilhas sonoras extraídas de uma biblioteca de músicas.

Essas semelhanças levaram o presidente-executivo da TikTok, Kevin Mayer, a chamar Reels de “produto que imita” seu aplicativo e que poderia se apoiar na enorme base de usuários existente do Instagram depois que “o Lasso falhou rapidamente”.

Instagram

Vishal Shah, vice-presidente de produtos do Instagram, reconheceu as semelhanças em uma videoconferência com repórteres na terça-feira e disse que “a inspiração para produtos vem de todos os lugares”, incluindo as equipes do Facebook e “o ecossistema de maneira mais ampla”.

O Instagram ainda não planeja oferecer publicidade ou outras formas de os usuários ganharem dinheiro com o Reels, embora tenha recrutado jovens influenciadores digitais como a dançarina Merrick Hanna e o músico Tiagz, que foi recentemente contratado pela Sony/ATV depois de alcançar à fama através dos memes do TikTok, para testar o produto antes do lançamento.

A empresa pagou aos criadores os custos de produção, disse Shah.

Ataque hacker ao Twitter

Um adolescente de 17 anos da Flórida acusado de estar por trás do ataque hacker contra contas verificadas do Twitter, incluindo a do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, e do presidente da Tesla, Elon Musk, alegou inocência na terça-feira.

Graham Clark disse ao juiz Christopher Nash, em Tampa, que é inocente nas 30 acusações de fraude abertas por promotores contra ele, segundo registros do tribunal.

Clark deve aparecer novamente em uma audiência na quarta-feira sobre pedido de mudança na fiança de US$ 750 mil e condições para sua soltura. O advogado de Clark, David Weisbrod, não retornou pedidos de comentários.

Um jovem britânico de 19 anos e um rapaz de 22 anos de Orlando, na Flórida, também são acusados de terem participado do ataque, afirmou o Departamento de Justiça dos EUA.

Clark conseguiu pelo menos US$ 100 mil com o ataque que usou as contas das celebridades para pedidos de investimento a outros usuários do Twitter, disseram as autoridades.

Mason Sheppard, o jovem de 19 anos de Bognor Regis, Inglaterra, que usa o apelido Chaewon, é acusado de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro e o rapaz de 22 anos, Nima Fazeli, apelido Rolex, é acusado de ajudar nos crimes, segundo o departamento.

O ataque envolveu envio de tuítes fraudulentos a partir das contas verificadas do Twitter. Os tuítes pediam investimentos em moeda digital bitcoin e foram publicados em meados de julho por 45 contas verificadas na plataforma. O ataque também envolveu contas do ex-presidente norte-americano Barack Obama e do bilionário Bill Gates. O Twitter informou que os hackers provavelmente também leram algumas mensagens diretas.

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