Facebook planeja lançar serviço de notícias no Brasil

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Publicado terça-feira, 25 de agosto de 2020 as 13:22, por: CdB

O Facebook anunciou nesta terça-feira planos para lançar seu serviço de notícias no Brasil, Reino Unido, Alemanha, França e Índia nos próximos meses, depois de ter implementado o recurso nos Estados Unidos no ano passado.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco

O Facebook anunciou nesta terça-feira planos para lançar seu serviço de notícias no Brasil, Reino Unido, Alemanha, França e Índia nos próximos meses, depois de ter implementado o recurso nos Estados Unidos no ano passado.

Facebook planeja lançar serviço de notícias no Brasil e outros países
Facebook planeja lançar serviço de notícias no Brasil e outros países

O serviço de notícias da gigante da mídia social atualmente paga às editoras dos EUA pelo conteúdo e tem reportagens originais de mais de 200 veículos, incluindo milhares de serviços de notícias locais.

O Facebook, que tem 2,7 bilhões de usuários ativos mensais, foi criticado por sua abordagem negligente em relação a notícias falsas e campanhas de desinformação, que muitos acreditam ter afetado o resultado da eleição presidencial dos EUA de 2016, vencida por Donald Trump.

Após as críticas, o presidente-executivo, Mark Zuckerberg, disse que a empresa priorizaria notícias “confiáveis” em seu feed, identificando canais de alta qualidade.

TikTok

O TikTok disse na segunda-feira que não tem escolha a não ser processar o governo norte-americano por causa do decreto do presidente Donald Trump que proibiu transações nos Estados Unidos com o popular aplicativo de compartilhamento de vídeos.

Em seu blog, o TikTok disse discordar fortemente da posição da Casa Branca de que represente ameaça à segurança nacional.

Disse ainda que o governo ignorou seus “profundos esforços” para tratar de receios do governo e acusou Trump de politizar a disputa ao pedir a proibição do TikTok em 6 de agosto.

“Não consideramos processar o governo levianamente”, disse TikTok. “Mas com o decreto ameaçando proibir nossas operações nos Estados Unidos … simplesmente não temos escolha.”

Em meio à crescente desconfiança entre Washington e Pequim, Trump se queixou por semanas que o TikTok, da empresa chinesa de internet ByteDance, é uma ameaça à segurança nacional e poderia compartilhar informações sobre usuários com o governo chinês.

O decreto de 6 de agosto prevê o banimento de transações com o aplicativo após 45 dias. Trump emitiu outro decreto em 14 de agosto dando ao ByteDance 90 dias para vender as operações da TikTok nos EUA e quaisquer dados.

A ByteDance comprou o aplicativo de vídeo Musical.ly, de Xangai, numa transação US$ 1 bilhão em 2017, e o relançou como TikTok no ano seguinte.

Na publicação desta segunda, o TikTok disse que Trump violou direito constitucional ao banir a empresa sem aviso prévio e o acusou de fazer mau uso da lei que permite ao presidente regular o comércio internacional numa emergência nacional.

Em maio de 2019, Trump invocou essa lei para interromper os supostos esforços de empresas de telecomunicações estrangeiras para realizar espionagem econômica e industrial contra os EUA.

Mas o TikTok disse que o decreto de 6 de agosto não se apoia na emergência declarada por Trump um ano antes e que a empresa não fornece os tipos de tecnologia contemplados naquele momento.

A ByteDance negocia vender as operações da TikTok na América do Norte, Austrália e Nova Zelândia para empresas como Microsoft e Oracle. Os ativos podem valer de US$ 25 bilhões a US$ 30 bilhões, disseram pessoas a par do assunto.