Facebook suspende aplicativos em investigação sobre uso de dados

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Publicado segunda-feira, 14 de maio de 2018 as 12:18, por: CdB

A investigação quer determinar se os aplicativos utilizaram de maneira irregular os dados, disse Ime Archibong, vice-presidente de parcerias de produtos do Facebook

Por Redação, com Reuters – de São Francisco:

O Facebook suspendeu até agora cerca de 200 aplicativos na primeira fase da investigação sobre apps que tiveram acesso a grandes quantidades de informações, uma resposta ao escândalo criado em torno do uso de dados da rede social pela consultoria política Cambridge Analytica.

Mark Zuckerberg

A investigação quer determinar se os aplicativos utilizaram de maneira irregular os dados; disse Ime Archibong, vice-presidente de parcerias de produtos do Facebook.

O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou a investigação em 21 de março; quando afirmou que a rede social vai analisar todos os aplicativos; que tiveram acesso a grandes quantidades de dados antes da empresa ter reduzido o acesso em 2014.

Trump diz que vai ajudar chinesa ZTE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; prometeu ajudar a empresa chinesa ZTE Corp a “voltar aos negócios rapidamente”; depois que um bloqueio dos EUA fez a companhia asiática interromper suas operações.

O anúncio

O anúncio inesperado de Trump no domingo marcou uma grande reviravolta; dada a posição dura de Washington sobre as práticas comerciais da China; que colocou as duas maiores economias do mundo em rota para uma possível guerra comercial.

Fontes com conhecimento do assunto afirmaram; que Pequim exigiu que a questão da ZTE fosse resolvida como pré-requisito para discussões comerciais mais amplas com os EUA.

– Empregos demais perdidos na China. O Departamento de Comércio foi instruído a resolver isso! – escreveu Trump no Twitter; afirmando que ele e o presidente chinês, Xi Jinping, estavam trabalhando em uma solução para a ZTE.

O Departamento de Comércio dos EUA proibiu no mês passado companhias norte-americanas de venderem produtos para a ZTE; por sete anos como punição depois que a companhia chinesa foi descoberta vendendo ilegalmente produtos dos EUA para o Irã e a Coreia do Norte; quebrando um acordo de 2017. A descoberta ocorreu durante uma investigação promovida pelo governo Barack Obama, antecessor de Trump.

A punição cortou o acesso da ZTE a importantes componentes como chips, fazendo a segunda maior fabricante de equipamentos para telecomunicações da China anunciar na semana passada a suspensão de suas principais operações.

Negociações

Durante negociações comerciais no início deste mês, o vice-premiê da China, Liu He, afirmou ao secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, que a China não continuará com discussões bilaterais mais amplas a menos que Washington concorde em reduzir as sanções contra a ZTE, afirmaram duas fontes.

– A mensagem foi de termos de resolver a questão da ZTE antes de continuarmos com as negociações – disse uma das fontes.

Ambas as fontes afirmaram que a China estava inclinada a aceitar em princípio importar mais produtos agrícolas dos EUA em troca de Washington reduzir as penalidades sobre a ZTE.

ZTE

Em 2017, a ZTE pagou a 211 exportadores dos EUA 2,3 bilhões de dólares, afirmou um representante da companhia na sexta-feira.

O governo dos EUA lançou a investigação sobre a ZTE depois; que à agência inglesa de notícias Reuters publicou em 2012; que a companhia tinha assinado contratos para envio de produtos de hardware e software avaliados em milhões de dólares para o Irã.

A ZTE depende de empresas norte-americanas como Qualcomm, Intel e Google. Companhias dos EUA fornecem 25%  a 30 %  dos componentes usados nos produtos da ZTE; que incluem celulares e equipamentos para redes de telecomunicações.